Ministro não descarta disputar Governo de MT em 2026: Estou me preparando
Apesar de preferir sair à reeleição para o Senado, de onde está licenciado, Fávaro não teme encarar a corrida pelo Paiaguás
O ministro de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Carlos Fávaro (PSD), afirmou nesta segunda-feira (22) que vai disputar as eleições de 2026 em Mato Grosso. Apesar de ter preferência por disputar a reeleição no Senado, de onde está licenciado desde o início do ano, Fávaro não descarta concorrer ao Governo de Mato Grosso.
O ministro se colocou como um bom nome para a disputa eleitoral durante entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura. "Não descarto a possibilidade de ser candidato ao Governo do Estado também. Um bom político tem que estar preparado para servir a sua população. Estou com vigor físico, estou me preparando cada vez mais e quero poder, em 2026, disputar mais uma eleição", disse.
Guilherme Martimon/MAPA
Fávaro argumentou que sua pretensão pessoal é buscar à reeleição ao Senado, diante das experiências adquiridas em Brasília e do bom trânsito que possui. No entanto, as definições só devem ocorrer em concordância com as necessidades de seu grupo político.
"Eu pretendo disputar as eleições de 2026. Confesso aqui que, se for da minha vontade pessoal, gostaria de disputar a reeleição ao Senado. Eu aprendi a conviver bem em Brasília, criei boas relações e acho que posso aprimorar ainda mais e servir ao Brasil e ao meu Estado de Mato Grosso, sendo senador", endossou.
Caso dispute ao Governo, a briga promete ser pesada, já que o também senador Wellington Fagundes (PL) e o atual vice-governador, Otaviano Pivetta (Republicanos), manifestaram interesse e se articulam para a disputa.
Em Mato Grosso, Fávaro rompeu com o governador Mauro Mendes (União Brasil) às vésperas do pleito e foi o coordenador de campanha de Lula (PT) para a Presidência no ano passado, tendo a missão de estabelecer um palanque petista e sendo a ponte com o agronegócio.
Lula perdeu no Estado nos dois turnos e lideranças políticas do partido de esquerda alegam que a atuação foi pífia. Ainda asism, Fávaro foi contemplado com um Ministério por ter se exposto em um estado majoritariamente alinhado ao bolsonarismo.