Cuiabá, 22/09/2026

Pedido busca atender a sociedade e não agradar A,B ou C, diz chefe da Casa Civil

O chefe da Casa Civil,  Mauro Carvalho, reafirmou  que pedido de  suspensão da eleição suplementar do Senado marcada para 26 de abril atende critérios de economicidade e, até mesmo, evitar riscos com relação ao coronavírus. Porta-voz do Governo  do Estado, ele garantiu que a medida visa atender aos anseios da sociedade. 

Christiano Antonucci\Secom

Chefe da Casa Civil Mauro Carvalho diz que pedido de suspensão da eleição suplementar não visa atender interesses de nenhum pré-candidato a senador

Questionado sobre a solicitação ser feita próxima ao período de convenções, que seriam realizadas na próxima semana e oficializariam os candidatos ao Senado, Mauro Carvalho  ressaltou que o Executivo não está preocupado com tal impacto. As eleições foram solicitadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para preenchimento da vaga da senadora cassada Selma Arruda (Podemos).

O governador Mauro Mendes (DEM) encaminhou um pedido ao TRE na manhã de hoje (4), solicitando o adiamento da eleição suplementar para a vaga de senador d, marcada para 26 de abril.

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"Não estamos aqui para nos preocupar com A ,B ou C. Nossa preocupação é com a sociedade mato-grossense e foi, neste sentido, que o pedido administrativo foi encaminhado. Não estamos aqui para proteger A,B ou C. Estamos aqui para proteger a sociedade e, o que mais tratamos com seriedade são os impostos pagos por todos nós. Uma eleição custa caro, são milhões de reais investidos. Qualquer centavo faz falta", explicou.

A realização das eleições suplementares teriam custo de R$ 8 milhões, sendo que o pleito municipal está marcada para acontecer em outubro. A petição cita que  a representação de Mato Grosso no Senado não será prejudicada porque Selma ainda está no cargo, que, quando for extinto, deve ser ocupado pelo terceito colocado mais votado: Carlos Fávaro (PSD), através de liminar do presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli.

"Citamos [no pedido] também que hoje não existe a vaga de senador em aberto, existe um rito dentro do Senado Federal, que deve ser cumprido", ressaltou Mauro Carvalho sobre o processo de cassação de Selma. 

O chefe da Casa Civil afirmou, ainda, que "cada centavo faz falta" para os investimentos do Executivo. "Temos muitos investimentos para fazer na área da saúde, educação, infraestrutura e junto aos servidores públicos. Teremos uma condição sempre isenta", disse ao ser questionado se a suspensão favoreceria Fávaro . 

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No documento que será avaliado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que deve se posicionar a favor ou contra a realização das eleições em abril, o Governo do Estado também lembrou da possível epidemia do coronavírus em Mato Grosso, já que seis casos foram notificados pela secretaria estadual de Saúde (SES). Para o Executivo, o comparecimento massivo às urnas poderia potencializar a contaminação. 

A decisão desagradou os demais cadidatos ao Senado, incluindo Júlio Campos (DEM), que é correligionário do governador Mauro Mendes. Segundo o democrata, a petição favorece Fávaro, deixou a Bancada Federal "estupefata" e parece motivada pelo "CoranaFávaro". 

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