Secid pede laudo sobre incêndio no COT do Pari; há suspeita de crime
Gilberto Leite/Rdnews
Segundo informações, o fogo teria começado aos arredores do COT do Pari e se aproximou rápido
A secretaria estadual de Cidades (Secid) deve pedir um laudo pericial à Politec sobre o incêndio que atingiu a área verde no entorno do COT da Barra do Pari, em Várzea Grande, nesta quarta (12). O Corpo de Bombeiros afirma que há a possibilidade de o incêndio ser criminoso, pois não há moradores na região, mas também ressalta que no terreno ao lado há várias madeiras e latas que foram usadas na obra, o que pode ter causado o incêndio de forma espontânea.
Em contrapartida, segundo um funcionário do local, que prefere não ser identificado, o incêndio começou em um terreno bem distante do COT e foi se aproximando no decorrer do dia. Ele conta que, por volta das 16h, houve ventania e as chamas chegaram muito próximo do campo de futebol. Os bombeiros teriam chegado algumas horas depois e contido o fogo. Contudo, a equipe do Rdnews esteve no local nesta tarde e constatou que as chamas permanecem nos arreadores do centro de treinamento.
A Secid informou que nenhuma estrutura do COT foi atingida pelo fogo, no entanto, as madeiras no terreno ao lado foram parcialmente consumidas pelo incêndio. Pelo menos, 10 bombeiros foram necessários na ação.
Estrutura
O COT da Barra do Pari está com 69,2% dos trabalhos concluídos. Com entrega expirada há mais de um ano, a promessa agora é de que o espaço seja concluso em 2016. As obras começaram em setembro de 2012 e tinham prazo de um ano para entrega. O empreendimento terá uma área total de 52 mil metros quadrados, capacidade para três mil torcedores e 250 vagas de estacionamento, 20 delas para uso exclusivo às pessoas com deficiência e idosos. O local contará ainda com salas de imprensa, cabine de transmissão, vestiários, camarotes, lounge, salas de musculação e de fisioterapia, alojamentos, lavanderia, cozinha, refeitório e restaurante.
Queimadas
Mato Grosso começou agosto com mais de 7 mil focos de incêndio e um dos principais problemas é a falta de equipe diante desta demanda. Além disso, outra situação é que quando há efetivo, nem sempre é capacitado para medir a extensão do incêndio. Isso faz com que muitos casos deixem de ser registrados como desastre ambiental e, dessa forma, recebam a devida atenção.