Taques afirma que Estado está organizado e garante que 2018 será o ano da virada
Assessoria
Em Brasília, governador Pedro Taques comemora a sanção do FEX pelo presidente Temer. Na foto, com Max Russi, Marconi Perillo, Wellington Fagundes, Eliseu Padilha e Victório
A nove dias de encerrar o ano, o governador Pedro Taques (PSDB) projeta melhorias em 2018 diante da crise econômica. De forma otimista, afirma que Mato Grosso produz para o país e irá se colocará no seu devido lugar.
“O Brasil está olhando diferente para Mato Grosso. Temos a máquina do Estado organizada. Agora é a hora da virada”, diz Taques em entrevista exclusiva ao #rdnews.
Neste ano, o governo enfrentou várias dificuldades, principalmente, na área da saúde que é o maior gargalo do Estado. Além disso, enfrentou desgaste com o funcionalismo público por causa do escalonamento dos salários.
A dívida hoje na saúde atinge cerca de R$ 160 milhões. Para amenizar a situação, o governo irá destinar parte do Auxílio Financeiro de Fomento às Exportações (FEX) e R$ 100 milhões da emenda conjunta da bancada federal para o setor. “Esses recursos vão começar a acertar a saúde, que está começando a virar a chave”, acredita Taques.
O FEX foi sancionado pelo presidente da República Michel Temer (PMDB) ontem (21), durante audiência no Palácio do Planalto, com a presença de Taques e do chefe da Casa Civil Max Russi (PSB). Ainda em Brasília, o governador garantiu junto ao Ministério da Saúde, o empenho da emenda conjunta de R$ 100 milhões.
Do FEX, Mato Grosso irá receber R$ 500 milhões. Deste total, mais de R$ 100 milhões são destinados municípios o que, segundo Taques, alivia os cofres das prefeituras que passam pela mesma situação de crise econômica.
Além da saúde, Taques ressalta a renegociação da dívida com a União, com aprovação da PEC do Teto dos Gastos Públicos, aprovada na Assembleia em novembro. “Estivemos na Secretaria do Tesouro Nacional para que analisasse os critérios da renegociação”, explicou o tucano.
A renegociação poderá trazer alívio aos cofres públicos de até R$ 1,3 bilhão. Conforme Taques, essa economia significa mais investimentos na saúde de qualidade, educação e na segurança que são os três principais pilares da gestão tucana.
“Dinheiro não me tira o sono porque tenho pouco sono, mas faz com que o cidadão sofra. Não vou pedir paciência ao cidadão, mas vamos conseguir pagar grande parte da dívida da saúde para que tenhamos 2018 com melhores condições”, concluiu.