Taques diz que governadores avaliam decretar calamidade devido à crise
Gcom
Taques em reunião com presidente do STF, ministra Carmem Lúcia, a quem pediu apoio aos estados
O governador Pedro Taques (PSDB) admitiu que os governadores do Centro-Oeste avaliam a possibilidade de decretar calamidade em função da crise financeira que os atinge. A medida poderá ser acompanhada pelos estados do Nordeste e Norte, totalizando 14 unidades de federação.
“Estados do Nordeste e do Norte têm avisado que vão decretar estado de calamidade como o Rio de Janeiro, se não houver solução em 10 dias. Isso pode fazer com que o Brasil perca grau de investimento internacional. Os governadores do Centro-Oeste estão conversando neste sentido também”, declarou Taques antes da reunião com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Carmem Lúcia, na manhã desta terça (13).
O Rio de Janeiro declarou calamidade devido ao risco total de colapso nas áreas de segurança pública, saúde, educação, mobilidade e gestão ambiental causado pelos compromissos financeiros assumidos com as Olimpíadas e Paraolimpíadas. O decreto foi assinado pelo governador em exercício Francisco Dorneles em junho deste ano.
Reunião no STF
Na reunião com Carmem Lúcia, Taques pediu que a nova presidente do Supremo exerça seu poder político para resolver os problemas existentes no país, inclusive, referentes à falta de repasses da União aos estados. O governador citou como exemplo os R$ 500 milhões devidos do FEX que não tem previsão pagamento, sendo que Mato Grosso deve R$ 300 milhões do duodécimo aos Poderes e órgãos autônomos e não pode pagar por falta de recursos.
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