Cuiabá, 02/11/2026

Abilio questiona gastos com esporte e aciona Botelho na Justiça Eleitoral

A ação proposta por Abilio será analisada pelo juiz da 1ª zona eleitoral de Cuiabá, Jamilson Haddad

A comissão provisória do PL de Cuiabá, representando o deputado federal Abilio Brunini, pré-candidato a prefeito, ingressou com representação na Justiça Eleitoral para impedir que o presidente da Asssembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Eduardo Botelho (União Brasil), que também se articula para disputar a Prefeitura de Cuiabá,  seja homenageado no torneio de futebol amador denominado Peladão. Além disso, busca impedir que virtual adversário faça campanha eleitoral extemporânea e requer multa pela sua conduta.

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A ação  será analisada pelo juiz da 1ª zona eleitoral de Cuiabá, Jamilson Haddad. Ainda não há decisão.

Além do Peladão, emendas parlamentares financiam outros torneios de futebol e futsal amador, nas modalidades masculino e feminino.  Abilio aponta “custo elevadíssimo” no fomento do esporte e  acusa Botelho de se beneficiar eleitoralmente da situação.

  "Durante a realização desse campeonato, que conta sempre com grande público e é realizado em estádios de futebol, o representado tem se utilizado de forma escancarada de ferramentas para massificar seu nome frente a população cuiabana sendo que, a situação fica ainda mais grave, na medida em que, além de se valer do evento público, custeado com dinheiro do erário, faz publicações em suas redes sociais do ato ilegal",   diz trecho da representação contra o pré-candidato que lidera as pesquisas de intenção de voto.  

Segundo Abilio, Botelho publica nas redes sociais sua participação em eventos esportivos, o que configuraria propaganda extemporânea. Também o acusa de usar  a presença, acompanhado por assessores e secretários  da Assembleia Legislativa,   para pedir votos à população.

  "Registra-se com merecida ênfase, que o fato fica ainda mais gravoso, quando se verifica que a propaganda extemporânea foi realizada em campeonato de futebol, que teve custo elevadíssimo suportado pelo erário público, o que por si só traz grande preocupação, somando-se ainda ao fato de que diversos servidores públicos estavam a serviço do representado na prática do ilícito",  completa a representação.

 Por isso, Abilio requer que  Eduardo Botelho se abstenha de fazer  propaganda eleitoral extemporânea por discursos ou qualquer meio, o que inclui as redes sociais. Também pede a exclusão de postagens sobre a participação nos eventos esportivos.

 "Por esse inventário de razões os atos descritos configuram propaganda eleitoral antecipada, seja porque veiculado em local proscrito, seja porque fez uso promocional na distribuição de bens e serviços, seja porque violou a paridade de armas, seja porque teve pedido de voto por meio das palavras mágicas, estando a merecer a procedência da ação com a consequente condenação em multa acima do mínimo legal em razão da gravidade da conduta, em especial por se utilizar de espaços e eventos custeados com dinheiro público", concluiu o pedido do PL.