Após fiança de R$ 528 mil, filho de Silval será solto no próximo dia 6
Acusado de ocultar provas e receber propina no valor R$ 435 mil em suposto esquema de desvios na gestão do pai e ex-governador Silval Barbosa (PMDB), o médico e empresário Rodrigo Barbosa teve a prisão preventiva revogada pela juíza da 7ª Vara Criminal, Selma Rosane Santos Arruda.
Gilberto Leite
Rodrigo Barbosa foi preso em 25 de abril na deflagração da segunda fase da Operação Sodoma 3
O empresário é filho do ex-governador, que também está preso desde setembro no Centro de Custódia de Cuiabá, em decorrência da Operação Sodoma. Este é o terceiro pedido de habeas corpus de Rodrigo Barbosa, que teve o primeiro pedido de soltura negado liminarmente, no último dia 29 de abril, pelo desembargador da Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, Alberto Ferreira de Souza.
Em maio, o ministro do Superior Tribunal de Justiça, Antônio Saldanha Palheiro, negou outro pedido de liberdade interposto pela defesa do filho do ex-governador.
A fiança estipulada pela juíza a Rodrigo Barbosa é de mais de meio milhão de reais, exatos R$ 528 mil, calculados com base em 200 salários mínimos, valor arbitrado quando o máximo da pena imposta ao crime for superior a quatro anos, como é o caso, cita a juíza na decisão.
Após o pagamento da fiança é que será expedido o alvará de soltura e, na próxima segunda dia 6, o empresário será novamente intimado para audiência em que será feita a colocação de tornozeleira eletrônica.
Prisão
Rodrigo foi preso em 25 de abril, na deflagração da segunda fase da Operação Sodoma 3, sob acusação de ter invadido o apartamento do tio do ex-secretário de Administração Pedro Elias, e furtado documentos relativos às investigações e também por suspeita de participar de um esquema de corrupção no Estado.
Ao decretar a prisão, a juíza Selma apontou que Rodrigo agia na sombra, nos bastidores do poder, não apenas para manter-se blindado, como também para blindar e proteger o pai e líder da organização criminosa.
Segundo a Delegacia Fazendária, o filho do ex-governador também é acusado de ter recebido 85% de propina paga pela empresa WebTech Softwares e Serviços Ltda, de propriedade de Júlio Minoru Tsujii.
De acordo com o delegado Lindomar Toffolli, em entrevista ao #rdnews, Pedro Elias disse à Defaz que a empresa pagou três parcelas de propina: R$ 180 mil, R$ 170 mil e R$ 160 mil, totalizando R$ 510 mil. Deste valor, R$ 77 mil ficou com o ex-secretário e R$ 433,5 mil foram supostamente pagos a Rodrigo.