Cuiabá, 03/11/2026

Juiz alega prescrição e arquiva processo contra Ledur por morte de aluno

Prescrição ocorre porque se passaram mais de quatro anos entre a denúncia e a condenação

Rodinei Crescêncio

O juiz João Bosco Soares da Silva, da 11ª Vara Criminal de Cuiabá, apontou prescrição da pena da tenente Izadora Ledur, condenada a um ano de prisão em regime aberto por maus-tratos contra o aluno Rodrigo Claro, que morreu em 2016, após treinamento aquático na Lagoa trevisan, em Cuiabá. A decisão foi publicada na última sexta-feira (19).

A prescrição ocorre porque transcorreram mais de quatro anos entre o recebimento da denúncia, em 2017, e a publicação da sentença penal condenatória, em 2022. O julgamento do caso ocorreu apenas somente neste ano, após ser adiado a pedido da defesa de Ledur. A tenente também apresentou diversos atestados médicos desde a morte de Rodrigo.

Em julho, o Tribunal de Justiça negou recurso do Ministério Público Estadual (MPE) que pedia a revisão da condenação da tenente para o crime de tortura. No mesmo julgamento, também foi negado recurso impetrado pela defesa da militar, que pedia a absolvição de Ledur.

O caso

Rodrigo morreu em novembro de 2016, durante treinamento de atividades aquáticas na Lagoa Trevisan, em Cuiabá. Após sair do treinamento, ele buscou atendimento médico e foi internado em um hospital, onde não resistiu e morreu. 

Consta na denúncia do MPE que os problemas de Rodrigo, durante as atividades aquáticas, chamavam a atenção de todos, mas os responsáveis pelo treinamento utilizaram de métodos considerados reprováveis para castigar os alunos do curso. Rodrigo teria sido submetido a intenso sofrimento físico e mental, com uso de violência.