Juiz decide que viúva de Toni flor vai a júri popular pelo assassinato do marido
Empresário foi morto no dia 1º de agosto de 2020, por volta das 7h, em frente a uma academia; esposa seria mandante
Reprodução
Após decisão do juiz Flávio Miraglia Fernandes, a empresária Ana Cláudia de Souza Oliveira Flor, acusada de mandar matar o marido Toni Flor, será julgada em júri popular. Os outros envolvidos no crime também enfrentarão o tribunal. O pedido partiu do Ministério Público.
O juiz ainda manteve a prisão da viúva e dos suspeitos Igor Espinosa, Wellington Honoria Albino, Dieliton Mota da Silva, e Ediane Aparecida da Cruz Silva.
Conforme a determinação, Ana Claúdia ostenta “periculosidade acentuada, dado ao modus operandi utilizado para cometimento do crime”. E por isso, "deverá responder por homicídio qualificado por motivo torpe, por dificultar a defesa da vítima, ser contra o cônjuge e concurso de agentes".
Já Igor Espinosa, suposto amante de Ana Claúdia, será julgado por homicídio qualificado cometido mediante pagamento e por dificultar a defesa da vítima. Os outros envolvidos responderão por homicídio qualificado mediante promessa de recompensa, por dificultarem a defesa da vítima e por falso testemunho.
"Ademais, é relevante rememorar a dissimulação ostentada durante os trabalhos investigativos, com entrevistas e carreata, de modo que a revogação da segregação cautelar trará embaraços processuais, seja pelo temor ostentado por um dos codenunciados ou pela vulnerabilidade dos depoimentos que serão prestados pelas testemunhas", descreve trecho da decisão.
Há 2 anos
Toni Flor foi morto no dia 1º de agosto de 2020, por volta das 7h, em frente a uma academia. A investigação da Polícia Civil levou em consideração que o empresário foi atingido por tiros efetuados por Igor, a mando de sua então esposa.
Eles estavam casados há 15 anos e tinham 3 filhas. Apesar disso, o casamento estava passando por problemas em decorrência de casos extraconjugais.
Ana Claudia teria começado a engendrar um plano para extinguir a vida de Toni e, para tanto, pediu auxílio à sua manicure e amiga Ediane na procura por um “matador”, oportunidade em que esta acendeu à macabra solicitação e contactou Wellington que, por sua vez, com o auxílio de seu amigo Dieliton, “terceirizou” o serviço homicida, propondo que a execução do crime fosse perpetrada por Igor Espinosa, que aceitou a tarefa”, revelou a denúncia do MPE.
Durante a investigação da Polícia Civil, foi constatado que o crime foi encomendado mediante oferta de pagamento no valor de R$ 60 mil. Contudo, Ana Claúdia teria repassado apenas R$ 20 mil. Consta nos autos que os detalhes do crime foram discutidos em reunião virtual via WhatsApp. Durante audiência de instrução, a ré chegou a confessar que planejou matar o marido, mas teria recuado da decisão.