Juiz manda filha de Angeliquinha para domiciliar; pai e genro seguem presos
A família foi presa no âmbito da Operação Showdown, que investiga uma rede de tráfico de drogas em Alta Floresta
Kauany Beatriz de Sá, de 20 anos, filha de Angelica Saraiva de Sá, de 34 anos, conhecida como "Angeliquinha", teve a prisão preventiva convertida em domiciliar, nesta sexta-feira (6), por decisão do juiz da 5ª Vara Criminal de Sinop, Anderson Clayton Dias Batista. Ela havia sido presa em regime fechado no âmbito das investigações da Operação Showdown, deflagrada pela Polícia Civil, que apura uma rede de tráfico de drogas em Alta Floresta (a 789 km de Cuiabá).
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A mudança no regime de prisão atende a um pedido da defesa, sob alegação de que a investigada é gestante e mãe de uma criança de 12 anos. O juiz porém determinou que ela cumpra as seguintes medidas cautelares:
- uso de tornozeleira eletrônica;
- suspensão do passaporte;
- manutenção de contato telefônico e endereço atualizados;
- comparecimento a todos os atos do processo.
Guilherme Laureth e Paulo Felizardo de Sá, respectivamente genro e pai de Angeliquinha - que também foram alvos da operação -, permanecem presos. Segundo a Polícia Civil, a família é ligada ao Comando Vermelho, além de ser responsável por uma rede de tráfico de drogas em Alta Floresta que teria movimentado mais de R$ 20 milhões.
O principal alvo da operação, porém é "Angeliquinha", citada como liderança do CV. Ela é considerada de alta periculosidade e está foragida do Sistema Prisional desde agosto de 2025, quando escapou do Presídio Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. A foragida possui condenações que somam mais de 250 anos de prisão.
Lavagem de dinheiro
As investigações apontaram que, no período de um ano e sete meses, o grupo familiar teria movimentado mais de R$ 20 milhões relacionados às atividades do tráfico, utilizando diversos mecanismos para lavagem de dinheiro, como empresas de fachada dos seguintes ramos: calçados, beleza e roupas multimarcas, além do uso de plataformas digitais de jogos de azar on-line, que, posteriormente, eram apresentados como ganhos legítimos.
Outro braço do esquema envolveria a exploração de garimpo irregular na região de Alta Floresta. Sob comando direto da filha, o pai de Angeliquinha seria o responsável por gerenciar o garimpo e um bar e prostíbulo próximo à cidade de Nova Bandeirantes.
O local também serviria de apoio para extorsões a garimpeiros e prática de tráfico de drogas. O ouro extraído poderia ser utilizado como forma de ocultar e reinserir recursos ilícitos no mercado formal, dificultando o rastreamento financeiro.
Vida de luxo
A filha e o genro de Angeliquinha ostentam uma vida extremamente luxuosa, com compras de imóveis, carros de luxo e viagens internacionais. A jovem possui um perfil no Instagram com mais de 40 mil seguidores, onde compartilha detalhes da sua rotina e suas aquisições.