Cuiabá, 29/09/2026

Júri de trio preso por homicídio de advogado será na próxima terça em Cuiabá

Etevaldo é apontado como financiador do crime; Hedilerson seria o contratante e dono da arma; e Antônio teria sido o executor do assassinato

O Tribunal do Júri do trio Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e o coronel do Exército, Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, será realizado na próxima terça-feira (28), no Fórum de Cuiabá. Eles são réus pelo homicídio do advogado Roberto Zampieri. O crime ocorreu na noite do dia 5 de dezembro de 2023, no bairro Bosque da Saúde, na Capital, próximo ao escritório da vítima. 

Aparecido Carmo

 Da esquerda pra direita: o coronel do Exército, Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, Antônio Gomes da Silva e Hedilerson Fialho Martins Barbosa

Conforme a denúncia do Ministério Público, Etevaldo é apontado como financiador do crime; Hedilerson seria o contratante e dono da arma; e Antônio teria sido o executor do assassinato. A denúncia narra que Etevaldo teria pago R$ 40 mil para Antônio executar o crime. Ele foi auxiliado por Hedilerson, que teria emprestado sua arma.

Eles foram denunciados por homicídio com as qualificadoras de promessa de recompensa, recurso que dificultou a defesa da vítima, uso de arma de uso restrito e concurso de agentes.

Na decisão que marcou o julgamento, o juiz José Mauro Nagib Jorge, da 11ª Vara Criminal de Cuiabá Especializada em Justiça Militar, manteve as prisões preventivas dos três, considerando a gravidade dos fatos e a necessidade de garantir a ordem pública e a aplicação da lei penal. 

Reprodução

A vítima Roberto Zampieri

O crime 

No dia 5 de dezembro de 2023, o advogado Roberto Zampieri deixou o escritório em que trabalhava e, ao entrar no seu veículo, um Fiat Strada, foi surpreendido pelo assassino. Os agentes policiais informaram que foram disparados cerca de 10 tiros na direção do advogado. Nas gravações, obtidas por meio de câmeras de segurança de empreendimentos da localidade, é possível ver que o assassino cometeu o crime com o rosto descoberto, usando uma caixa para abafar o som, e que ele fugiu a pé.

A execução de Zampieri desencadeou uma série de investigações contra um lobista e desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), acusados de negociarem a venda de sentenças com o advogado executado. O crime contra Zampieri não tem relação com o lobista ou desembargadores afastados, mas foram descobertos devido as análises do celular do advgados pós-execução.