O juiz Wladymir Perri, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, tornou réu o trio Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e o coronel do Exército Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas pelo homicídio do advogado Roberto Zampieri. O crime ocorreu na noite do dia 5 de dezembro do ano passado, no bairro Bosque da Saúde, na Capital, próximo ao escritório da vítima. O magistrado acolhei a denúncia feita pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).
Em sua decisão, o juiz também converteu de temporária para preventiva a prisão dos três. Hedilerson e Antônio estão detidos na Penitenciária Central do Estado, enquanto Caçadini está no 44ª Batalhão do Exército. Além disso, o magistrado ainda determiou que o trio passe por avaliação psicológica para aferirem suas personalidades. Os laudos psicológicos deverão ser apresentados antes da sentença.
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Antônio Gomes da Silva, o coronel do Exército Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas e Hedilerson Fialho Martins Barbosa seguem presos em Cuiabá
Conforme a denúncia do MPMT, “Antonio Gomes da Silva, utilizando-se de recurso que dificultou a defesa da vítima, auxiliado por Hedilerson Fialho Martins Barbosa, agindo ambos mediante paga e promessa de recompensa efetivada por Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, efetuou disparos de arma de fogo contra a vítima”.
Segundo apurado na fase de investigação, por motivos ainda não esclarecidos, o coronel reformado Etevaldo teria contratado o pedreiro Antonio e o instrutor de tiro e despachante Hedilerson para matar Roberto Zampieri. Conforme a denúncia, em novembro, Antônio procurou a vítima sob o falso pretexto de contratar seus serviços profissionais. Ele chegou a marcar uma visita a uma propriedade rural com o advogado, com a intenção de matá-lo com uso de uma marreta. Na data marcada, o advogado mandou um amigo em seu lugar, frustrando o plano.
Destaca a denúncia que, posteriormente, Antônio solicitou que Hedilerson lhe trouxesse uma arma de fogo para execução do crime, recebendo uma pistola marca Taurus 9mm.
“Na noite do macabro assassinato, a vítima saiu do interior de seu escritório de advocacia e, instantes após entrar no seu veículo automotor, foi surpreendida por Antonio Gomes da Silva, que já a espreitava, oportunidade em que foi atingida por diversos disparos de arma de fogo, que causaram sua morte por choque hipovolêmico decorrente de ferimentos perfuro-contundentes”, narra a denúncia. Antonio receberia R$ 40 mil para a execução do crime.
Suposta mandante fica livre
Apontada na época das investigações como suposta mandante do crime, a empresária Maria Angélica Caixeta Gontijo não foi indiciada for falta de provas. Ela está com a família, em Patos de Minas (MG), usando tornozeleira eletrônica. A defesa já solicitou à Justiça a retirada das cautelares.
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Eder Ribeiro 15/02/2024
Não entendi nada! A que tinha motivo do crime sai e entra um coronel da reserva! Qual motivo o coronel tinha pro crime afinal? Não foi noticiado o motivo da participação do coronel?
1 comentários