Cuiabá, 22/10/2026

Justiça mantém prisão de Baleia e outros 3 alvos da Operação Jumbo da PF

Dono de 3 postos de combustíveis foi preso suspeito de usar estabelecimentos para lavar dinheiro do CV

Reprodução

Thiago Gomes de Sousa, o Baleia, está recolhido na Penitenciária Central do Estado (PCE)

O juiz da 7ª Vara Criminal de Cuiabá,  Jean Garcia de Freitas Bezerra, manteve a prisão do empresário Thiago Gomes de Sousa, o Baleia, preso na última segunda  (16)  por envolvimento com o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Ele passou por  audiência de custódia. 

O dono de três postos de combustíveis foi preso suspeito de usar os estabelecimentos para lavar dinheiro do tráfico de drogas para o Comando Vermelho (CV). Na casa dele, durante as buscas realizada pela Polícia Federal, foram apreendidos R$ 350 mil reais. O #rdnews apurou que ele foi encaminhado para a Penitenciaria Central do Estado (PCE). Também foi mantida a prisão dos outros alvos, Márcio de Oliveira Marques,  Johnny Luiz Santos, Kezia Morais Cardeal.

"Indefiro os pedidos formulados pela defesa, inclusive os de reconsideração, consubstanciado nos fatos e fundamentos jurídicos captados em áudio e vídeo. Os presentes saem intimados", diz trecho da decisão.

O empresário foi preso no condominio de luxo  Alphaville I, durante a Operação Jumbo, deflagrada pela Polícia Federal. Foram cumpridos busca e apreensão nos postos de combustíveis Jumbo,  Atalaia e Petrox. As ordens foram expedidos pela 7ª Vara Criminal de Cuiabá. As investigação apontam  que o  CV utiliza os postos de combustíveis em Cuiabá  para a lavagem de dinheiro decorrente do tráfico de drogas. 

De acordo com informações, durante as investigação da Polícia Federal, os agentes descobriram uma grande organização criminosa voltada ao tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, que movimentou a quantia aproximada de R$ 350 milhões  em apenas quatro anos.

As investigações apontaram ainda que a organização criminosa, ligada ao Comando Vermelho, adquiria cocaína em Porto Esperidião (a 326 km de Cuiabá) e armazenava  em Mirassol D' Oeste (a 297 km da Capital) para em seguida distribuí-la em Cuiabá.