Justiça solta empresária da família Maggi suspeita de deixar filha de 3 anos sozinha
Ministério Público e Polícia Civil não pediram pela prisão preventiva; por conta disso, empresária foi solta
O juiz Valter Fabrício Simioni da Silva, do Núcleo de Custódia da Violência Doméstica na Comarca de Cuiabá, mandou soltar a empresária Camylla Cristina da Silva Maggi Scheffer, membra da bilionária família Maggi Scheffer, que foi presa durante a madrugada dessa terça-feira (27) por suspeita de deixar a filha de 3 anos sozinha em casa. O caso aconteceu em um condomínio de luxo, na região do bairro Despraiado, em Cuiabá.
Rodinei Crescêncio/Rdnews
Camylla passou por audiência de custódia ainda na tarde de terça. O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) se manifestou pela homologação da prisão em flagrante e pela concessão da liberdade provisória à autuada, mediante a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão. A defesa da empresária fez o mesmo pedido ao magistrado.
Em sua decisão, o juiz observou que, como não houve pedido do MP e nem representação da polícia pela prisão preventiva, e, por isso, a legislação não permite que essa conversão seja feita de ofício, ou seja, por iniciativa exclusiva do próprio magistrado.
Por conta disso concedeu liberdade provisória para a mulher. Apesar de solta, ela deverá cumprir algumas medidas cautelares, como: fica a custodiada proibida de se ausentar da comarca quando sua permanência seja conveniente ou necessária para a investigação ou instrução.
A prisão
Conforme já informado pelo #rdnews, no boletim de ocorrência ao qual a reportagem teve acesso consta que a Polícia Militar foi acionada pelo Conselho Tutelar, em uma ocorrência de possível abandono de incapaz. No local, os policiais conversaram com o síndico do prédio.
Ele relatou que, por volta das 00h06, moradores viram a criança, de apenas 3 anos de idade, saindo do apartamento, descendo o elevador e circulando sozinha pelo condomínio. O trabalhador tentou procurar os pais da menina, mas não encontraram. Por conta disso, acionou o Conselho Tutelar.
O síndico ainda informou que o condomínio possui sistema de câmeras de monitoramento que as imagens estão disponíveis caso necessário.
Camylla, mãe da criança, chegou no local por volta das 01h08. Questionada, ela contou que saiu com o namorado por volta das 23h30 para ir até uma farmácia comprar medicamentos, deixando a filha dormindo. No entanto, demorou mais que o previsto para retornar.
Diante dos fatos, Camylla e a criança foram encaminhadas para o Plantão de Violência Doméstica e Sexual Contra a Mulher, em Cuiabá. O Conselho Tutelar também foi para a delegacia para as devidas providências.
A Polícia Civil vai apurar o caso.