Cuiabá, 01/11/2026

Licitações fraudadas de 26 obras somam R$ 56 milhões; organização dividida em 3 núcleos - entenda

Assessoria

Acima, composição atual dos membros do Gaeco em MT. Órgão é chefiado por Marco Aurélio (centro da imagem) e comandou às investigações sobre a Seduc

Pelo menos 26 obras de construção e/ou reforma de escolas públicas, em diversas cidades do Estado, teriam sido alvo da organização criminosa que atuava na secretaria estadual de Educação. Juntas, elas somam R$ 56 milhões. As fraudes começaram a ocorrer em outubro de 2015, no governo de Pedro Taques (PSDB). A pasta é comandada por Permínio Pinto (PSDB).

 A secretária de Gabinete de Combate à Corrupção Adriana Vandoni informou que a denúncia inicial foi feita na pasta e remetida ao Ministério Público. Segundo o Ministério Público, as investigações foram feitas pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), que apurou que a quadrilha é composta por três núcleos: de agentes públicos, de operações e de empresários. 

Os servidores eram responsáveis por repassar informações privilegiadas das obras que iriam ocorrer e também garantir que as fraudes nos processos licitatórios fossem exitosas, além de terem acesso e controlar os recebimentos dos empreiteiros para garantir o pagamento da propina. 

Já o grupo de operações recebia as informações privilegiadas sobre as licitações  e organizava as reuniões para prejudicar a livre concorrência das licitações, distribuindo as respectivas obras para 23 empresas, que integram o núcleo de empresários, tendo dentre eles Giovani Belatto Guizardi, dono da Dínamo, e apontado como responsável pela arrecadação da propina que era paga aos empreiteiros. 

Já o núcleo de empresários, que se originou da evolução de um cartel formado pelas empresas do ramo da construção civil, se caracterizava pela organização e coesão de seus membros, que realmente logravam, com isso, evitar integralmente a competição entre as empresas, de forma que todas pudessem ser beneficiadas pelo acordo. 

O Gaeco, utilizando-se de várias técnicas investigativas, dentre as quais a ação controlada, realizou o acompanhamento de todas as etapas das fraudes engendradas pela organização criminosa, produzindo-se provas e identificando-se praticamente todos os envolvidos. (Com Assessoria)

Às 10h31 - Fraudes começaram na gestão Silval

O Ministério Público retificou a primeira informação acerca da gênese das supostas fraudes. Elas teriam começado na gestão Silval Barbosa e se estendido pela de Pedro Taques. Num primeiro momento, a informação era de que o esquema teria iniciado em outubro do ano passado.

Reprodução

 Entenda, acima, como funcionava o suposto esquema dentro da Seduc. Grupos seriam divididos em núcleos com braços dentro da secretaria de Educação