Cuiabá, 23/09/2026

MPE denuncia advogado por tentar matar namorada com barra de ferro

Nauder Andrade pode se tornar réu pelos crimes de tentativa de homicídio, ameaça e cárcere privado

O advogado Nauder Júnior Alves Andrade, que está preso por suspeita de tentar matar a namorada E.T.M. com golpes de barra de ferro, foi denunciado pela 6ª Promotoria de Justiça Criminal de Cuiabá pelos crimes de homicído tentado, ameaça e cárcere privado. 

Narra a denúncia que o casal namorou por cerca de 12 anos e que a relação sempre se mostrou conturbada, por conta do comportamento agressivo do denunciado em razão do uso de entorpecentes.

Montagem/RDNews

Consta na denúncia que, no dia 18 de agosto deste ano, o casal estava na residência da vítima já deitado, dormindo, quando por volta das 3h da madrugada, Nauder se levantou e foi até o banheiro para usar droga. Ao voltar para o quarto, teria tentado manter relações sexuais com a vítima. Diante da recusa de Emily, uma discussão teve iníci e o advogdo teria passado a agredi-la com violentos socos e chutes, além de impedir por horas que ela saísse de casa.

Segundo o MPE, a vítima tentou fugir, mas a casa estava trancada e Nauder a ameaçava o tempo todo dizendo que “acabaria com ela”. Não satisfeito, ele teria pegado uma barra de ferro usada para reforçar a segurança da porta da residência e passado a golpeá-la e a enforcá-la. A vítima chegou a desmaiar e, ao retomar os sentidos, aproveitou a distração do namorado para pegar a chave e fugir. Ela chegou a ser agredida novamente, conseguiu fugir e buscar socorro. 

“O crime foi cometido sem que existisse qualquer motivação relevante para tal, em meio a discussão banal provocada pelo denunciado, agindo, portanto, impelido por motivo fútil. O denunciado agrediu a vítima repentina e inesperadamente, num momento em que ela estava dormindo, dificultando esboçar qualquer gesto eficiente de defesa. Nauder Júnior praticou o crime num contexto de violência doméstica por ele alimentada, prevalecendo-se de sua superioridade física, em flagrante menosprezo à condição de mulher da vítima (eram namorados), e, portanto, por razões da condição do sexo feminino da vítima”, argumentou o promotor de Justiça Jaime Romaquelli.