Cuiabá, 31/10/2026

Se Riva for eleito em Cuiabá, ele será o próximo governador, dispara Eder

Reprodução

Enquanto aguardava para depor na 5ª Vara da Justiça Federal, o ex-secretário Eder Moraes conversava com o advogado Paulo Lessa sobre futebol e política

Enquanto aguardava na sala de audiência da 5ª Vara da Justiça Federal, para depor nesta quinta (31), o ex-secretário estadual de Fazenda Eder Moraes conversava com o advogado Paulo Lessa sobre futebol e política. Eder queria saber como está a situação do Mixto, clube do qual foi presidente, e como caminha o rumo destas eleições. Conforme informações, o ex-secretário inclusive chegou a comentar que “se o Riva conseguir ganhar este pleito em Cuiabá, ele será o próximo governador de Mato Grosso, ainda no 1º turno".

A audiência trata do processo que tramita na Justiça Federal e irá julgar fatos relacionados ao esquema de lavagem de dinheiro e crimes financeiros desmantelado pela Polícia Federal na Operação Ararath. A colunista social Kharina Nogueira que deveria depor não compareceu. Ela e mais sete pessoas foram arroladas como testemunha de Eder, que é um dos réus.

Além de Eder e sua esposa Laura Dias, também são acusados no processo o ex-secretário adjunto do Tesouro Estadual, Vivaldo Lopes, e o superintendente do Bic Banco, Luiz Carlos Cuzziol. Entre os que devem depor nesta quinta, estão ainda uma testemunha de Lopes e outra do bancário, que falará de Minas Gerais, por meio de videoconferência.

As testemunhas de Eder são o atual auditor-geral do Estado, José Alves Pereira, o ex-auditor-geral José Gonçalves Botelho, ex-procurador geral do Estado, João Virgilio, o secretário de Estado de Planejamento, Arnaldo Alves, e outras quatro pessoas que não têm envolvimento em cargos públicos.

Antes de prestar depoimento, José Alves falou com a imprensa e garantiu que irá depor de forma isenta. “Meu depoimento será autônomo porque a atuação da Auditoria é autônoma. Não vou incriminar nem inocentar ninguém. O objetivo é falar sobre procedimentos administrativos do Estado”.

O advogado de defesa de Eder, Paulo Lessa, afirma que a esposa do ex-secretário, Laura, apesar de assegurar não ter envolvimento no esquema, não tem intuito de atribuir toda a responsabilidade a ele. Além disso, o advogado sustenta ter lido e relido os autos e que não encontrou nada conclusivo que indique que Eder tenha cometido crimes. “Ele apenas resolvia problemas no Estado”, argumenta.

Lessa ainda explica que as provas testemunhais também não são conclusivas, função que deve caber às provas documentais, como declaração de imposto de renda, extratos bancários e contratos, que serão anexados aos autos nas alegações finais.

O advogado justifica que não há motivos para que seu cliente permaneça preso. Isso porque, segundo garante, Eder não exerce mais a influência que exercia e não ocupa cargo. Atualmente, existem dois pedidos de habeas corpus aguardando apreciação. Um deles está no TRF 1ª e outro STJ. No Supremo ainda existe uma reclamatória de preservação de competência, pedido da defesa para mantê-lo preso em Mato Grosso.