Seis integrantes de facção são condenados por morte de pai e filha no interior de MT
Ao todo, as penas aplicadas aos réus se aproximam de 500 anos de reclusão
Seis integrantes de uma facção criminosa foram condenados pelo assassinato de João Vitor Menez Soares, de 22 anos, de sua filha, Zayra Menez Carvalho, de dois anos, e pela tentativa de homicídio contra Jady Brito Carvalho, também de 22 anos, no dia 9 de fevereiro de 2024, em Barra do Garças (a 509 km de Cuiabá). O Tribunal do Júri teve início na manhã dessa terça-feira (10) e foi finalizado apenas ontem (12), por volta das 23h. Ao todo, as penas aplicadas aos réus se aproximam de 500 anos de reclusão, evidenciando a gravidade dos crimes e o forte impacto social causado.
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Os réus receberam condenações por dois homicídios qualificados, uma tentativa de homicídio qualificada, lesão corporal, corrupção de menores e por integrarem organização criminosa. As penas foram fixadas em 75 anos, três meses e sete dias de reclusão para Kesley Junio Pinheiro Chapadense; 95 anos, três meses e sete dias para Nairo Natan de Souza Queiroz; 92 anos, oito meses e 25 dias para Fabrício Ferreira Rocha; 89 anos, sete meses e 26 dias para Kaique Enzo Ramos Barbosa; 81 anos, 11 meses e 26 dias Igor Barbosa dos Santos; e 42 anos para Paolla Bastos Neiva.
O crime ganhou ampla repercussão, sobretudo pela morte da criança, que dormia ao lado dos pais no momento do ataque. João Vitor morreu ainda no local. Zayra chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. A mãe também foi atingida, porém sobreviveu após atendimento médico. A brutalidade do caso gerou forte comoção social e inúmeros pedidos por justiça.
Desde os primeiros momentos após o crime, o Ministério Público de Mato Grosso atuou de forma integrada com as instituições de segurança pública com o objetivo de responsabilizar todos os envolvidos. A investigação foi conduzida pela 2ª Delegacia de Polícia Civil de Barra do Garças.
O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) de Barra do Garças - força-tarefa integrada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo - prestou apoio às diligências investigativas, atuando no cumprimento de ordens judiciais e fornecendo suporte técnico na produção de elementos que reforçaram a robustez das provas reunidas. O trabalho conjunto contribuiu de maneira decisiva para o avanço das investigações e para a formação de um conjunto probatório sólido.
Durante a fase investigativa, a Polícia Civil deflagrou a Operação Zayra, cumprindo mandados de prisão e de busca e apreensão em Aragarças (GO), Aparecida de Goiânia (GO), Goiânia (GO) e Rio de Janeiro (RJ), onde foi localizado o mandante do crime. As provas colhidas demonstraram que João Vitor teve sua morte “decretada” após deixar uma organização criminosa em Goiás e mudar-se para Barra do Garças, onde estaria estruturando seu próprio esquema ilícito.