Silval diz que não se arrepende e que está sofrendo neste 1º ano de prisão
Paulo Vitor Fanaia
Ex-governador Silval Barbosa lamenta completar 1 ano de prisão no Centro de Custódia de Cuiabá
O ex-governador Silval Barbosa (PMDB), que completa amanhã (17) um ano de prisão devido à Operação Sodoma, afirma que não se arrepende de nada, e que neste período enclausurado tenta reverter as decisões que culminaram na prisão. “A carga é enorme, são delatores e confessos mentirosos. Eu estou preso sem poder ter condições maiores de defesa”.
A declaração foi dada na tarde desta sexta (16) durante audiência de instrução processual referente à ação oriunda da Operação Seven, que apura a aquisição de área de 727,9 hectares situada na região do Manso, pelo valor de R$ 7 milhões, para criação do Parque Estadual Águas da Cabeceira do Cuiabá, em 2014.
O único decreto de prisão que mantém o peemedebista no CCC é resultante da Sodoma 3, deflagrada em 22de março.
Neste sentido, Silval diz que a única coisa que tem é recorrer e defender dentro das condições. Alega que vai aguardar a instrução, e tentar não atrapalhar o que foi orientado pelos advogados. O ex-governador também aponta que não é fácil ter acesso às informações dentro do Centro de Custódia de Cuiabá e que inclusive já pediu judicialmente para ter acesso, pelo menos, a um pen drive, mas ainda não foi deferido o pedido.
“Tenho que recorrer às informações pelos advogados. Peço para ter acesso a um pen drive, para saber o que acontece no processo. A gente lamenta. Tenho bons advogados, estou confiante e vamos reverter essa decisão também”, sustenta.
O ex-governador também ressalta que ainda existem recursos pendentes, referindo-se à Operação Sodoma, e que aguarda o posicionamento da juíza titular da 7ª Vara Criminal, Selma Arruda. “Infelizmente a promotora Ana Cristina Bardusco deu parecer contrário e teme que eu vou fugir daqui. Eu não vou fugir, podia ter fugido, mas me apresentei espontaneamente. É uma pena, lamentável pensar isso ai”.
Paulo Vitor Fanaia
Silval diz não se arrepender, mas repensaria pessoas e procedimentos
Nesta linha, Silval sustenta que tem residência fixa e que construiu a vida em Mato Grosso, portanto, não vai sair do Estado. “Moro aqui há 40 anos, constituí família aqui, tudo o que tenho está aqui, não vou sair daqui. Independente do que acontecer, sou mato-grossense adoro aqui e não vou sair mesmo com suposições maldosas que ofereço perigo. Não vou fazer”.
Quanto à alegação da promotora de que o peemedebista poderia usufruir de contas no exterior, Silval diz que não existem conta nenhuma. “Aqui não é Eduardo Cunha, não tem conta corrente em lugar nenhum no meu nome e nem do de ninguém”.
Bens
Questionado acerca do aumento da renda ou bens enquanto foi governador, Silval diz que depois que entrou na política sua renda diminuiu. Explica que dedicou 22 anos única e exclusivamente à vida pública. “Cada um faz o que gosta e eu fiz política com amor porque gostava. Não me arrependo de nada do que faço, talvez começando de novo aliaria melhor pessoas e procedimentos”.
Operação Seven
A Operação Seven foi deflagrada em 1º de fevereiro deste ano, pelo Gaeco, resultou em novos mandados de prisão preventiva contra o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) e contra o ex-chefe da Casa Civil, Pedro Nadaf. Neste processo, a dupla responde pela suposta participação em esquema fraudulento, envolvendo compra de terras que já pertenciam ao Estado para desviar R$ 7 milhões do erário.
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