Cuiabá, 08/10/2026

Vi minha filha se cortando pela falta do pai, lamenta viúva de PM assassinado

Tribunal do Júri investigador da Polícia Civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves acontece nesta terça-feira

Walkiria Filipaldi Corrêa, viúva do policial militar Thiago de Souza Ruiz, afirmou que a filha sofre bastante com a falta do pai, que foi morto a tiros em uma conveniência de posto de combustível, em Cuiabá, em 2023. O Tribunal do Júri do investigador da Polícia Civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves, - acusado de matar o PM, acontece nesta terça-feira (12), no Fórum de Cuiabá. A sessão é presidida pelo juiz Marcos Faleiros da Silva.

Tribunal do Júri acontece nesta terça-feira

 

O julgamento foi retomado nesta terça após ter sido suspenso depois de um “bate-boca” entre a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, que presidia a sessão, e o advogado Cláudio Dalledone, que faz a defesa de Mário.

Ao ser ouvida, Walkiria lamentou que o sofrimento da filha do casal, de 11 anos, que passou a se cortar e a tentar falar com o pai após ele ser morto. “Vi minha filha sendo exposta, se cortando, desmaiando, chorar quieta a noite, ligar para o pai como se ele tivesse vivo”, diz.

Alair Ribeiro/TJMT

O investigador da Polícia Civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves, réu pelo homicídio do PM Thiago de Souza Ruiz, durante julgamento em dezembro passado

“Ela não tem pai presente e a gente sabe das consequências que isso terá na vida dela. A presença de um pai não tem preço. Esse mal que ele causou na minha família não tem volta nunca mais. Eu jamais perdoaria isso. Só Deus sabe o que eu passei”, completa.

Mário responde por homicídio qualificado, com as agravantes de motivo fútil e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, conforme denúncia do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT).

De acordo com as investigações, na madrugada do crime, a vítima chegou à conveniência acompanhada de um amigo. Posteriormente, Mário Wilson também chegou ao local e foi apresentado ao policial militar.

Imagens de câmeras de segurança registraram os envolvidos conversando momentos antes do crime. Conforme o inquérito, em determinado instante, Thiago Ruiz teria mostrado a arma que portava na cintura. Na sequência, o investigador civil se apoderou do revólver e efetuou os disparos. O policial militar morreu no local.