O julgamento do investigador da Polícia Civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves, - acusado de matar a tiros o policial militar Thiago de Souza Ruiz, em uma conveniência de posto de combustível, em Cuiabá, em 2023 - ocorrerá na manhã desta terça-feira (12), pelo Tribunal do Júri da Capital, sob nova presidência, desta vez pelo juiz Marcos Faleiros da Silva, da 4ª Vara Criminal. O julgamento foi suspenso em dezembro do ano passado, após um “bate-boca” entre a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, que presidia a sessão, e o advogado de defesa de Mário, Cláudio Dalledone.
Ao
, a assessoria do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) afirmou que a magistrada pediu suspeição, se retirando do julgamento, e que, por isso, todos os atos da magistrada durante a sessão anterior, que ocorreu no dia 15 de dezembro, serão desconsiderados e o julgamento será retomado do zero.
Josi Dias/TJMT
O advogado Cláudio Dalledone e a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, durante julgamento em dezembro de 2025
Conforme já publicado, à época, o advogado Cláudio Dalledone ficou insatisfeito com a atuação da juíza, que, segundo ele, não o deixou concluir o raciocínio e o jurista chegou a chamar a Comissão de Defesa das Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil – seccional Mato Grosso (OAB-MT).
Em resposta, a magistrada disparou: “Ah, que se dane, uai. Vocês estão aí só levantando OAB, OAB, OAB. Mantenham o respeito”, afirmou. Em seguida a juíza manda retirar os advogados da sala.
Um dos juristas a provoca dizendo: "Manda prender então, Excelência! Manda prender os advogados. Eu entrego a minha liberdade à Vossa Excelência, manda me prender. Eu entrego a minha liberdade pela defesa dos acusados, Vossa Excelência está passando de todos os limites".
Por fim, Dalledone pediu que a magistrada reconsiderasse a decisão, pois criaria um “tumulto desnecessário” e um “impasse institucional”. A juíza então responde: “Pode chamar o presidente da OAB”.
Após o tumulto, o julgamento foi suspenso e a juíza o remarcou para o dia 16 de maio deste ano.
Alair Ribeiro/TJMT
O investigador da Polícia Civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves, réu pelo homicídio do PM Thiago de Souza Ruiz, durante julgamento em dezembro passado
O crime
Mário responde por homicídio qualificado, com as agravantes de motivo fútil e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, conforme denúncia do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT).
De acordo com as investigações, na madrugada do crime, a vítima chegou à conveniência acompanhada de um amigo. Posteriormente, Mário Wilson também chegou ao local e foi apresentado ao policial militar.
Imagens de câmeras de segurança registraram os envolvidos conversando momentos antes do crime. Conforme o inquérito, em determinado instante, Thiago Ruiz teria mostrado a arma que portava na cintura. Na sequência, o investigador civil se apoderou do revólver e efetuou os disparos. O policial militar morreu no local.
(Com informações da assessoria)
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Paulo Barth 14/05/2026
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Deu 12/05/2026
Diante de tanta crueldade esse cara ainda está vegetando, vejo um descanso no sistema judiciário, pois o crime foi evidenciado com tanta crueldade com motivo fútil e ainda com execução e quem está sofrendo com essa perca são os familiares e ainda vejo que tem gente que está defendendo esse criminoso por conta de ter dinheiro e ser de família conhecida e para acabar mesmo.
2 comentários