1º suplente, Yanai quer vaga, mas nega colocar faca no pescoço de Wellington
Senador está prestes a encerrar mandato de 8 anos sem abrir espaço para que suplente legisle
Rodinei Crescêncio
Pré-candidato ao Senado Jorge Yanai (DC), primeiro-suplente de Wellington Fagundes (PL) admite que alimentou a expectativa de assumir o cargo durante um período para trabalhar as pautas que defende, que são diferentes das bandeiras levantadas pelo colega de chapa. Mas, passados praticamente 8 anos, apesar de ter se reunido para debater a questão, Yanai segue sem desfrutar de um dia sequer no Senado, durante o mandato que tem sido exercido de forma integral por Wellington.
“Não posso colocar uma faca na garganta e dizer que eu quero ocupar o cargo. É evidente que eu gostaria de ocupar o cargo sim ”
Jorge Yanai“Não posso colocar uma faca na garganta e dizer que eu quero ocupar o cargo. É evidente que eu gostaria de ocupar o cargo sim e até fiz uma visita a ele, no ano passado, perguntando da oportunidade, mas não obtive sucesso”, revela Yanai, durante visita à sede do #rdnews, onde concedeu entrevista ao portal e também ao Rdtv.
Apesar disso, o médico, que assegura que irá homologar candidatura ao Senado nas convenções, garante que não guarda mágoas ou se sente frustrado. Yanai só lamenta não ter tido a oportunidade de contribuir, visto que acumula experiência como médico, ativista social e também no Senado. Então suplente de Jonas Pinheiro (já falecido), chegou a legislar no Senado Federal.
“Gostaria de ter ocupado o Senado Federal para que eu pudesse exercer o mandato pela temporada que fosse, como exerci uma vez no lugar do Jonas Pinheiro e fiz um bom trabalho como senador e levantei uma bandeira que ninguém falava que eram as hidrovias brasileiras”, frisa.
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Apesar disso, ressalta saber que é primeiro-suplente e não detentor do cargo. “Frustrado não, pois sou suficientemente maduro, mas também queria mostrar o trabalho no Senado, não no sentido de ‘poderia ser um bom senador’, mas porque sei que poderia fazer a diferença lá dentro, já estive dentro daquela Casa e sei que pessoas de boa vontade, pessoas com experiência e com sabedoria tem uma chance muito grande de fazer alguma coisa para o nosso país”, finaliza.
Entre os três senadores por Mato Grosso, Wellington é o único que não abriu espaço para os suplentes. Atualmente, inclusive, os suplentes de Jayme Campos (UB), Fábio Garcia (UB); e de Carlos Fávaro (PSD), para Margareth Buzetti (PP) legislar em seu lugar. Ambos aproveitam o espaço para trabalhar suas pautas e Fábio também para alavancar sua pré-candidatura a federal.