Câmara avança com proposta para liberar ensino religioso: Falta Cristo na sala de aula, diz autor
Segundo o texto, no ato da matrícula, pais ou responsáveis deverão manifestar interesse na inclusão dos menores nas aulas
A Câmara de Cuiabá, por 14 votos a 0, decidiu derrubar o parecer da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), para avançar com o projeto de lei que defende a inserção do ensino religioso confessional nas escolas públicas da Capital. A proposta é de autoria do vereador Rafael Ranalli (PL).
Segundo o texto, no ato da matrícula, pais ou responsáveis deverão manifestar interesse na inclusão dos menores nas aulas. Será vedada a prática de proselitismo ou tentativa de conversão dos alunos.
“Com esse projeto, a gente procura atender a essa necessidade [da sociedade]. Eu acho que faz falta a população ter mais [Jesus] Cristo na sala de aula. Vamos permitir que as escolas que queiram oferecer o ensino religioso confessional possam fazer isso, mantendo aberto às famílias o direito de participar ou não”, declarou.
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Painel de votos contrários ao parecer da CCJR
A disciplina de ensino religioso, caso o PL seja aprovado, será oferecida de acordo com a manifestação de interesse das famílias, sem custos para o município. Ranalli sustenta que, independentemente da escolha, não haverá qualquer tipo de discriminação, favorecimento ou prejuízo aos alunos
Contudo, quem optar por não ter acesso às aulas será submetido a atividades complementares, incluindo aula de reforço na área em que o estudante estiver com déficit. O texto deve voltar à pauta na próxima semana para primeira votação do mérito da matéria.