Câmara faz leitura de segundo pedido de cassação contra vereador Chico 2000
Nova denúncia por quebra de decoro foi encaminhada à Procuradoria; parlamentar já havia sido alvo de outro pedido após afastamento na Operação Gorjeta
A primeira-secretária da Câmara de Cuiabá leu, na sessão ordinária desta quinta-feira (05), a segunda representação contra o vereador de Cuiabá, Chico 2000 (sem partido), que foi afastado do cargo por 60 dias no âmbito da Operação Gorjeta, que apura a suspeita de desvio de emendas parlamentares. A nova ação também pede a cassação do parlamentar por quebra de decoro e foi encaminhada para análise da Procuradoria da Casa.
Secom
A representação foi protocolada pelo procurador da Câmara de Sapezal, Juliano Rafael Teixeira Enamoto. No documento, o autor anexa prints de reportagens e destaca que as denúncias contra Chico são graves e merecem ser investigadas no âmbito da Câmara Municipal. Ele relembrou o histórico de Chico com a Operação Perfídia, deflagrada em abril de 2025, que apura a cobrança e o recebimento de propina. A Câmara rejeitou apurar, à época, sob a justificativa de que não teria tido acesso ao processo. Assim, com a nova operação, o procurador cobrou a adoção de medidas.
"Novamente destacamos que a conduta imputada ao nobre vereador é de manifesta incompatibilidade com o decoro parlamentar que deve ter um legislador municipal, pois o que é atribuído ao supramencionado parlamentar, demonstrado pelos trechos apontados na investigação e que, de acordo com os autos, são claramente de ruptura do decoro parlamentar, enseja a presente denúncia e a consequente cassação do mandato parlamentar", diz trecho do documento.
Ele afirma que o decoro foi violado e que tanto a Câmara como a cidade foram manchadas. Assim, questionou os vereadores: "O decoro parlamentar foi claramente violado! Ou os Nobres Edis concordam com os fatos? Eis a pergunta aos vereadores: tais fatos orgulham o município de Cuiabá?".
Primeira representação
A primeira representação no âmbito da Operação Gorjeta foi protocolada pelo ex-juiz federal Julier Sebastião (PT), que pede a abertura de Comissão Processante por quebra de decoro parlamentar, solicitando a perda do mandato. Ela foi lida nesta terça-feira (3) e encaminhada para a Procuradoria do Legislativo apurar se há elementos que sustentem a abertura do processo. Segundo a presidente da Câmara, Paula Calil (PL), ainda não houve pedido de compartilhamento do inquérito por parte do Legislativo junto à Polícia Civil, que investiga o caso.