Cassada, Selma diz que resultado no TSE é lição: vontades políticas prevaleceram
Edilson Rodrigues
Cassada, Selma Arruda reforça a necessidade de se lutar para livrar o país dos corruptos
A senadora Selma Arruda (Pode), que teve o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na noite de terça (10), avaliou que “vontades políticas prevaleceram” no julgamento. Para a juíza aposentada, a decisão é uma lição “muito importante” sobre a necessidade da “luta diária para livrar o país de corruptos”.
“Apesar das vontades políticas terem prevalecido no seu julgamento, a parlamentar acredita que o resultado traz uma lição muito importante sobre a necessidade da luta diária para livrar o País de corruptos”, disse em nota.
Seis ministros do TSE confirmaram a cassação do mandato dela e dos dois suplentes por caixa 2 e abuso de poder econômico na eleição de 2018. Ao todo, R$ 1,2 milhão foram gastos pela senadora no período de pré-campanha e de campanha à margem dos registros.
“A senadora Juíza Selma recebeu a notícia sobre sua cassação pelo TSE com equilíbrio, respeito e serenidade, mas com a convicção de que, mesmo diante de tudo, ela e todos que defendem o combate à corrupção saíram vitoriosos”, declarou a parlamentar.
Selma, que é relatora no Senado no projeto que prevê a prisão após condenação em 2ª instância, deve permanecer no cargo até que o acórdão do TSE seja publicado. A partir daí, o Senado e o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) devem ser notificados. O primeiro, para retirá-la do cargo e o segundo para realizar eleição suplementar em Mato Grosso.
“A senadora agradece a todos os parlamentares e seguidores das suas redes que prestaram apoio e solidariedade nesse momento, principalmente, àqueles que compreendem que nesse processo ela foi alvo de perseguições políticas, e, por ter sido eleita, sofreu as consequências pelas ações desempenhadas durante sua atuação na magistratura de Mato Grosso”
Selma foi juíza e, no final da carreira, atuou na 7ª Vara Criminal de Cuiabá, que julga crimes contra a administração pública e de organizações criminosas. Durante todo o processo na Justiça eleitoral, ela culpou os políticos condenados nos processos que lá tramitam pela sua cassação, agora confirmada em 2ª instância.