Cuiabá, 21/09/2026

Com 15 votos, Câmara arquiva 2 pedidos de investigação contra Chico 2000 - votos

As representações haviam sido protocoladas pelo ex-juiz federal Julier Sebastião e pelo procurador da Câmara de Sapezal, Juliano Rafael Teixeira Enamoto

Rodinei Crescêncio\Rdnews

O plenário da Câmara de Cuiabá decidiu, por maioria, arquivar o pedido de investigação contra o vereador afastado Chico 2000 (sem partido), suspeito de suposto recebimento de propina proveniente de emendas parlamentares destinadas, especialmente, à realização de corridas de rua. Foram 15 votos pelo arquivamento das duas denúncias.

Outros sete parlamentares votaram favoráveis à abertura de Comissão Processante: Dilemário Alencar (UB), Katiuscia Mantelli (PSB), Maysa Leão (Republicanos), Michelly Alencar (UB), Rafael Ranalli (PL), Samantha Íris (PL) e Tenente Dias (Cidadania). A vereadora Doutora Mara se absteve. Já Cezinha Nascimento e Eduardo Magalhães estavam ausentes. Presidente Paula Calil (PL) não vota.

Votaram pelo arquivamento: Adevair Cabral (SD), Alex Rodrigues (PV), Baixinha Geraldelli (SD), Daniel Monteiro (Republicanos), Demilson Nogueira (PP), Dídimo Vovô (PSB), Ilde Taques (PSB), Jeferson Siqueira (PSD),
Kássio Coelho (Podemos), Marcrean Santos (MDB), Marcus Brito Junior (PV), Maria Avalone (PSDB), Mario Nadaf (PV), Sargento Joelson (Sem Partido) e Wilson Kero Kero (PMB).

Representações haviam sido protocoladas pelo ex-juiz federal Julier Sebastião e pelo procurador da Câmara de Sapezal, Juliano Rafael Teixeira Enamoto. Ambas solicitavam a abertura de Comissão Processante contra Chico, o que poderia culminar na sua cassação.

Parlamentares que votaram contrários à proposta, como Baixinha Giraldelli, afirmam que é necessário aguardar o transcorrer das investigações e que é prematuro o Legislativo abrir a CP podendo cassar injustamente o mandato de Chico, que nega as acusações e garante que provará a sua inocência.

Annie Souza/Rdnews

Operação Gorjeta

No dia 27 de janeiro, Chico 2000 foi alvo da Operação Gorjeta, deflagrada pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor). A ação teve como foco a desarticulação de um suposto esquema criminoso que teria como vítima o município de Cuiabá, especialmente a Câmara Municipal e a Secretaria Municipal de Esportes.

Na ocasião, Chico foi afastado do cargo de vereador. Uma das suspeitas da polícia é de que o parlamentar teria usado recursos desviados para custear obra em um restaurante de sua propriedade, em Chapada dos Guimarães.

Além dele, também foram alvos da operação os servidores Rubens Vuolo Júnior, lotado no gabinete de Chico, e Joaci Conceição Silva, que atuava no gabinete do vereador Mario Nadaf (PV); o empresário João Nery Chiroli e a esposa, Magali Gauna Felismino Chiroli; e o ex-servidor da Câmara Alex Jony Silva.