Coronel Fernanda implorou a Bolsonaro para manter apoio ao Senado - ouça áudio
Os bastidores da convenção do Patriota que lançou a Coronel Fernanda ao Senado com apoio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) teve cenas difíceis e de desespero para a então candidata. Bolsonaro não veio a Mato Grosso apoiá-la, como era previsto inicialmente pela campanha. Ouça o áudio abaixo.
Rúbia Fenanda contou com apoio tímido do presidente Bolsonaro na eleição ao Senado
De acordo com matéria do jornal A Gazeta, um áudio de uma ligação dela com Bolsonaro, minutos antes do ato onde apoiadores e imprensa a aguardavam, é possível ouvir Fernanda chorando e pedindo ao presidente que mantivesse o apoio.
Impassível, Bolsonaro afirma que “mudou o quadro completamente”. Chorando, Fernando rebate: “Eu sei, presidente, mas o senhor me deu essa palavra do senhor”.
À época da convenção, na sede Associação dos Oficiais da Polícia e Bombeiro Militar de Mato Grosso (Assof-MT), a candidata não tinha mais a certeza de que recebia o apoio presidencial e implora no áudio, aos prantos, conseguindo apenas uma breve aparição de Bolsonaro em live transmitida aos presentes naquele dia.
“Presidente, deixa eu fazer uma proposta para o senhor, o que eu queria do senhor era o senhor me permitir hoje fazer como a gente planejou, amanhã eu vou pedir, eu vou vender o que eu tenho, eu vou mandar fazer uma pesquisa e se meu nome em dez dias (...)”, pede.
Por fim, já impaciente, Bolsonaro concorda: “Pode sair candidata tranquila, deixa eu falar com Galli e com Adilson. Olha só, deixa ela ir candidata ao Senado, deixa o correr barco sem problema nenhum”. Contudo, Bolsonaro não esteve engajado na campanha da candidata e ainda revelou temer uma derrota dela que teria impacto em sua reeleição em 2022.
"O quadro criado no momento eu não tenho como garantir a eleição dela, eu vou ser massacrado pelo Brasil que a minha candidata não se elegeu senadora em Mato Grosso, aí você me mata para 2022 e eu não sou eleito para mais nada", argumentou.
Participaram da conversa o presidente nacional do Patriota, Adilson Barroso, o ex-deputado Vitório Galli e o marido da candidata, o coronel Wanderson Nunes de Siqueira. Ela perdeu a eleição para Fávaro, ficando em segundo lugar e acumulou uma dívida de campanha de de R$ 526 mil, segundo a prestação de contas enviada à Justiça Eleitoral.