Coronel Fernanda rebate Cattani e defende lei do feminicídio; vídeo
Deputada federal afirma que colega não tem conhecimento jurídico sobre o tema e cobra mais agilidade da Justiça na punição dos crimes contra mulheres
A deputada federal reeleita Coronel Fernanda (PL) rebateu a declaração do deputado estadual Gilberto Cattani (PL) sobre feminicídio e defendeu a manutenção dos avanços na legislação de proteção às mulheres. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quinta-feira (8), ela afirmou que o colega não demonstra conhecimento jurídico sobre o assunto e disse que continuará lutando para impedir retrocessos nos direitos das mulheres.
“Não concordo com o que o Cattani falou sobre feminicídio. Ele não deve conhecer a lei, não deve saber o porquê disso, ele não é jurista”, declarou a parlamentar, que também é advogada.
A manifestação ocorre após Cattani negar que a morte da filha, Raquel Cattani, assassinada em julho de 2024, tenha sido um caso de feminicídio. O crime levou à prisão do ex-genro do deputado, Romero Xavier, apontado como mandante, e de Rodrigo Xavier, irmão dele, acusado de executar o assassinato. A fala do deputado ocorreu em apoio ao posicionamento da deputada estadual eleita por São Paulo, Eduarda Campopiano (PL).
Na gravação, Coronel Fernanda defendeu a legislação que endureceu as penas para crimes de feminicídio e afirmou que o enfrentamento à violência contra a mulher precisa ser tratado como uma pauta permanente. “Eu, como advogada, posso dizer para você o seguinte: o Flávio defende a lei do feminicídio, nós devemos proteger as nossas mulheres, não podemos retroceder em nada”, afirmou, ao mencionar o senador e candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Apesar de defender a legislação, a deputada reconheceu que a aplicação das medidas previstas em lei ainda enfrenta dificuldades. Ela cobrou mais celeridade do sistema de Justiça e criticou a demora na responsabilização dos autores de crimes contra mulheres. “Enquanto eu estiver na Câmara Federal, não permito, não vou deixar e vou lutar 24 horas para que nada, nenhuma conquista de nenhuma mulher retroceda”, declarou. Segundo ela, esse entendimento também é compartilhado por Flávio e pela senadora eleita pelo Distrito Federal, Michelle Bolsonaro (PL).
A lei citada pela parlamentar é resultado de uma proposta apresentada pela senadora mato-grossense Margareth Buzetti (PP), que resultou no endurecimento das penas para o crime de feminicídio. A legislação ampliou a punição prevista para esse tipo de assassinato, que passou a punir com penas entre 20 e 40 anos de prisão, a maior prevista no Código Penal Brasileiro.