Ilde valoriza decisão do TJ que manteve quórum de votação de 2/3 na Câmara
Vereador, no entanto, não vê o despacho como uma derrota da presidente da Cãmara, Paula Calil (PL)
O vereador e candidato à presidência da Câmara de Cuiabá, Ilde Taques (Podemos), elogiou a decisão do Órgão Especial do Tribunal de Justiça (TJMT) que manteve o quórum qualificado de 2/3 dos votos favoráveis para deliberação de matérias no Legislativo. O questionamento havia sido feito pelo prefeito Abilio Brunini (PL), após consulta da presidente Paula Calil (PL) que não tem votos necessários para alterar o regimento interno e disputar uma reeleição na mesma legislatura.
Em conversa com a imprensa nesta terça-feira (15), Ilde frisou que não considera uma derrota para Paula, pois ela sequer seria candidata, já que possui vedação regimental, e que seu adversário, no momento, é somente Dilemário Alencar (UB), que não aderiu a nenhum dos dois grupos. "Hoje nós temos um regimento que veta a reeleição da atual presidente. Então, eu não a vejo como candidata, não vejo como derrotada. Nós sabemos, sim, da vontade de disputar uma reeleição".
"O judiciário manteve a autonomia desta Casa de Leis. A minha preocupação nunca foi a questão da reeleição da presidente, mas sim de tirar a autonomia do poder. Quando você diminui de dois terços para a maioria mais um, você acaba tirando a discussão, o debate político dentro da Casa", frisou ele.
Na versão da Prefeitura, além de reclamar do quórum qualificado, o Executivo apontou outros 10 pontos que deveriam ser flexibilizados, além da adoção da maioria simples. O argumento central é que o atual cenário poderia resultar em "travas" em demandas de interesse do Município. A Justiça rejeitou pedido de liminar, posição referendada pelo pleno do Órgão Especial.
Segundo Ilde, seu grupo tem cerca de 13 votos, enquanto Paula teria os mesmos 13 votos, mas ele reconheceu que oscilações são naturais. Ilde tem dialogado para tentar ampliar sua base e ultrapassar os 14 votos necessários para ser eleito presidente do biênio 2027/2028. A eleição está marcada para o dia 6 de outubro deste ano.
Caso Paula não consiga os votos necessários para alterar o regimento e permitir uma reeleição dentro da mesma legislatura, ou até mesmo uma liminar para concorrer subjudice, seu grupo trabalha com três outros nomes, sendo eles, Kássio Coelho (Podemos), Marcus Brito (PV) e Wilson Kero Kero (PMB).
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— RDNews (@_rdnews) September 15, 2026