Cuiabá, 30/10/2026

Vereador do PL acusa Lula de politizar a Seleção ao ironizar Neymar: Anti-Brasil

Vereador afirma que presidente mistura política e futebol ao criticar Neymar e diz que Marcha para Jesus tem identificação com a direita, assim como a Parada Gay estaria ligada à esquerda.

Assessoria

Vereador por Cuiabá Rafael Ranalli e presidenciável Flávio Bolsonaro durante Marcha Pra Jesus, em Cuiabá

O vereador por Cuiabá Rafael Ranalli (PL) acusou o presidente Lula (PT) de misturar política e futebol ao ironizar a ausência de Neymar nos jogos da Seleção Brasileira.

“Se o Neymar joga, é pró-Bolsonaro. Se o Neymar não joga, é pró-Lula. Você vê o presidente torcendo contra a seleção, que é o único momento em que o país se une. A Copa do Mundo faz os brasileiros se unirem, independentemente de ideologia”, criticou Ranalli durante a Marcha para Jesus, realizada em Cuiabá, neste sábado (20).

Na semana passada, ao comentar o desempenho da Seleção Brasileira, Lula afirmou que Neymar não tem participado das partidas e ironizou o jogador. “Neymar é o primeiro convocado home office do mundo”, disse o presidente.

Para Ranalli, a declaração contribui para ampliar os embates políticos no país, já que Neymar é um apoiador declarado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Nosso presidente prestou um desserviço ao conclamar uma torcida anti-Neymar ou até mesmo anti-Brasil”, afirmou.

Parada Gay x Marcha para Jesus

O parlamentar também sustentou que, assim como a Parada do Orgulho LGBTQIA+ é identificada com setores da esquerda, a Marcha para Jesus tem maior identificação com a direita.

“Mas como é que você vê isso? Essa apropriação de símbolos nacionais, como a bandeira, a Seleção Brasileira e até a questão religiosa de Jesus, que é seguida por pessoas de direita, de esquerda, de centro e até por quem não concorda com nada da política? Eu acho que é uma questão de convencimento e de liberdade”, disse.

Ranalli argumentou ainda que diferentes grupos políticos possuem movimentos culturais próprios.

“A gente tem movimento cultural do outro lado, que é a Festa da Carne. Então, por que não enaltecer também movimentos que engrandecem o espírito e a paz dos cidadãos cuiabanos?”, questionou.

Na mesma linha, o vereador avaliou que o Brasil vive um cenário de polarização política e considerou natural a participação de lideranças partidárias na Marcha para Jesus. Ele ressaltou que entre os participantes também deve haver apoiadores de Lula e defendeu que cada grupo faça seu trabalho de convencimento.

“A questão aqui é os dois lados fazerem o seu convencimento com as armas que têm, sem apelar para a violência ou para a ignorância. Cada ator político tem o seu jeito. Eu acho natural essa comparação de que a Marcha para Jesus é da direita e a Parada Gay é da esquerda”, concluiu.