O suplente de deputado federal, Léo Rondon (PT), formalizou nesta quinta-feira (29) uma representação com pedido de cassação de mandato do vereador por Cuiabá, Rafael Ranalli (PL), sob acusação de possível quebra de decoro, perseguição ideológica e assédio eleitoral no ambiente de trabalho.
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A representação pede o encaminhamento das provas ao Ministério Público Eleitoral (MPE), ao Ministério Público do Trabalho (MPT-MT) e à Polícia Federal
Nesta semana, após o resultado das urnas no segundo turno, onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito, Ranalli, que apoiou o candidato derrotado, Flávio Bolsonaro (PL), incitou empresários a realizarem demissão com base no voto, proferindo ataques como “Fez o L, fica sem emprego” e “Se o cara quiser mandar embora o petista, ele manda. Vai viver de Bolsa Família”.
Para Léo Rondon, a conduta representa um ataque direto à dignidade de pais e mães de família. “Não aceitaremos que, sob o manto do mandato parlamentar, um vereador tente ressuscitar o coronelismo e o voto de cabresto em pleno 2026. Ameaçar o pão na mesa do trabalhador por sua escolha democrática é crime, é covardia e fere a essência da nossa Constituição, seguirei firme na defesa intransigente da classe trabalhadora e da democracia”, afirmou.
A representação é embasada nos artigos 300 e 301 do Código Eleitoral Brasileiro, que proíbem o uso da condição de poder para constranger ou coagir eleitores mediante a ameaça de perda de emprego. Além disso, a conduta atinge os princípios protetivos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e viola o artigo 198 do Código Penal, que trata de atentados contra a liberdade de trabalho.
Léo Rondon destacou que a imunidade parlamentar não serve de escudo para o cometimento de crimes e agressões à classe trabalhadora. Além de cobrar a instauração do processo disciplinar pela Comissão de Ética e a cassação, Léo Rondon assegura que a luta se estenderá aos órgãos de proteção ao trabalho.
A representação pede o encaminhamento das provas ao Ministério Público Eleitoral (MPE), ao Ministério Público do Trabalho (MPT-MT) e à Polícia Federal, para que o assédio eleitoral seja punido nas esferas cíveis e criminais. (Com informações da Assessoria)
Léo Rondon pede cassação de vereador por incitar demissão de petistas https://t.co/xLuGksRL3v
— RDNews (@_rdnews) October 29, 2026
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