Chefe do Incra diz ser inocente e vê perseguição de servidores - confira
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Chefe do Incra em Guarantã do Norte, Luiz Cezar Solano, afirma ser inocente
O chefe do Incra de Guarantã do Norte, Luiz Cezar Solano, garante ser vítima de perseguição dos servidores lotados em Peixoto de Azevedo. Segundo ele, todos os dirigentes do órgão que já trabalharam na unidade foram pressionados a fazer o que os mesmos querem. “Quando um chefe não faz parte do esquema montado pelos servidores, estes fazem de tudo para agredir moralmente o responsável pela unidade”, ressalta Solano, em nota encaminhada ao Rdnews. As afirmações acontecem após o portal publicar reportagem acerca de denúncia feita por servidores contra ele.
Segundo os funcionários, em documento encaminhado ao ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, ao presidente nacional do Incra, Carlos Mário Guedes de Guedes e ao superintendente regional Salvador Soltério, o chefe da unidade de Guarantã do Norte cobraria propina.
Solano, por sua vez, justifica que, desde quando assumiu o cargo, tem buscado atender aos assentados da região, que, segundo ele, reclamam da falta de servidores no local de trabalho, além do uso indevido das viaturas em propriedades particulares. “Desde então venho sendo ameaçado, pressionado por tentar fazer com que o Incra realmente seja a casa do assentado da reforma agrária”.
No documento, que está no gabinete do ministro, os servidores apontam que os atos ilícitos supostamente praticados por Solano, estariam, “de forma leviana”, os envolvendo e maculando a imagem do Incra na região. “Mais uma vez rogamos providências urgentes, pois, a partir do dia 18 (quarta-feira de Cinzas) todos os servidores lotados na unidade avançada de Peixoto do Azevedo, que abaixo subescrevem, se negam a entrarem na unidade e não vão permitir que o chefe adentre, como forma de protesto”, asseveram. Em seguida, pedem uma intervenção urgente, pois o clima é tenso e pode haver uma tragédia.
Servidores citam cobrança de propina e acusam chefe afilhado de Bezerra
Neste sentido, o chefe da unidade assegura que o conteúdo do documento apresentado pelos servidores tem cunho político, com intenção de prejudicar sua imagem. Garante ser idôneo e afirma que sempre ajudou os que mais precisam. “Tenho a consciência tranquila em relação aos fatos e se tivesse participando da máfia instaurada no Incra, isso jamais estaria acontecendo”, ressalta.
Conforme Solano, Guarantã do Norte vive sob o “império” de servidores que ganham salários abaixo de R$ 5 mil, contudo, são incompatíveis aos bens que possuem. Em relação às investigações feitas pela Polícia Federal, afirma que jamais foi comunicado ou intimado a comparecer à delegacia. “Diferente aos servidores que estão citados no inquérito 058/2013-4, DPF”.
Em relação à tentativa de exoneração feita pelo superintendente Salvador, Solano explica que quando o mesmo o afastou descumprindo uma ordem do presidente, foi reconduzido ao cargo novamente por solicitação de prefeitos, vereadores e associações, segundo ele, devido ao bom trabalho que vinha sendo executado na unidade. Quanto ao envolvimento com o deputado federal Carlos Bezerra (PMDB), o chefe do Incra afirma que jamais o peemedebista interferiu em qualquer decisão administrativa do órgão. “O que estão querendo fazer é manchar a reputação de um grande deputado, que provou isso nas últimas eleições, principalmente em Guarantã do Norte”, conclui.
Confira, abaixo, o inquérito da Polícia Federal mencionado por Solano e a íntegra da nota de esclarecimento do mesmo.