Cuiabá, 24/10/2026

Conselho quer nomeação de diretor eleito na Empaer; Taques vai decidir

Reprodução/JP

Presidente da Empaer Layr Motta afirma que escolha do novo diretor da Empaer será uma decisão do governador Pedro Taques

A nomeação para a diretoria da Empresa Mato-Grossense de Pesquisa (Empaer) vem causando impasse entre o Conselho Deliberativo e o novo presidente da entidade Layr Motta. Acontece que o conselho, de acordo com o estatuto, formou uma lista tríplice, por meio de eleição, para que o governador Pedro Taques (PDT) possa indicar o nome que ocupará o cargo.

No entanto, nos bastidores, comenta-se que Layr sofre pressão política para nomear o engenheiro agrônomo, Rogério Monteiro da Silva, que foi o quarto colocado com 23 votos. Diante disso, Layr pode estar infringindo o estatuto, uma vez que cabe ao governador realizar a nomeação do novo diretor da Empaer. A lista tríplice é formada por Almir Ferro, Denise Gutterres e Gildo Feitosa que obtiveram 321, 91 e 25 votos, respectivamente.

Conta a favor de Rogério o vasto currículo. Ele chegou a ocupar cargos nas gestões de Silval Barbosa (PMDB) e Blairo Maggi (PR). Como exemplo, o engenheiro agrônomo exerceu a função de Fiscal de Desapropriação e Coordenador de Licenciamentos Ambientais (CLA) da Secopa e na extinta secretaria estadual de Desenvolvimento Rural (SEDER), na gestão Maggi.

O Conselho, que é composto por representantes da Embrapa, Ministério do Desenvolvimento Agrário, Famato, Fetragri, IFMT, UFMT e Unemat, realiza a indicação por meio de voto, para tentar garantir a mais ampla representatividade aos diretores a serem indicados, através da formação da lista tríplice.

Outro lado

O presidente da Empaer, LAyr Motta, afirma que quem irá resolver esta questão é o governador, uma vez que a lei apontaria que a nomeação é de livre nomeação e exoneração. Layr afirma ainda que está preocupado em atingir os objetivos da empresa que é de dar assistência ao pequeno agricultor. “Única coisa que não estamos preocupado é com essa indicação”, ressalta. 

Segundo a lei, a Diretoria Executiva coordena e supervisiona as atividades, de acordo com as disposições de Estatuto, as diretrizes e metas emitidas pelo conselho deliberativo. Os diretores serão indicados e nomeados pelo Governador para o exercício de mandato de 4 anos, permitida uma recondução. Dessa forma, o governador pode acatar o nome tirado em eleição para evitar desgaste com os servidores.