Cuiabá, 21/10/2026

Após fuga, Angeliquinha vai ficar em Regime Diferenciado em Cuiabá

Angélica Saraiva de Sá, é apontada como líder do Comando Vermelho na região de Alta Floresta

Angélica Saraiva de Sá, a “Angeliquinha”, deverá ficar no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. Ela é apontada como líder do Comando Vermelho na região de Alta Floresta (a 789 km de Cuiabá). 

PJC-MT

 

Conforme publicado pelo #rdnews, Angeliquinha estava detida na penitenciária quando fugiu, em 17 de agosto de 2025. Após mais de um ano de buscas, ela foi localizada e presa na Bolívia no dia 24 de setembro deste ano. Ela foi entregue à Polícia Federal brasileira e encaminhada provisoriamente para o Estabelecimento Penal Feminino Carlos Alberto Jonas Giordano, em Corumbá (MS), onde permaneceu aguardando o recambiamento para Mato Grosso.

Angeliquinha chegou em Cuiabá nessa terça-feira (20). A 5ª Vara Criminal de Sinop determinou a inclusão da criminosa no RDD pelo prazo inicial de 180 dias, com possibilidade de prorrogação mediante nova decisão judicial fundamentada.

Segundo a Polícia, o regime prevê condições especiais de custódia e restrições previstas na legislação, considerando os fundamentos apresentados no processo e a necessidade de segurança do sistema penitenciário. Ela deverá ficar em cela individual, apenas duas horas de banho de sol por dia, visitas quinzenais e controle rígido para comunicações.

Mesmo quando estava presa e depois de fugir, Angeliquinha continuava comandando o crime em Alta Floresta e cidades próximas, sendo apontada como responsável por 80% dos homicídios praticados pelo CV na região.

Em Santa Cruz de La Sierra, a foragida estaria realizando procedimentos estéticos com o objetivo de mudar suas características faciais para tentar enganar a polícia. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), ela teria realizado mais de cinco procedimentos no rosto e apresentou uma documentação falsa quando foi presa. No entanto, a identificação visual dela já havia sido feita.

Apontada pelas investigações como uma das lideranças de uma facção criminosa, com atuação no extremo norte de Mato Grosso, especialmente em Alta Floresta e região, Angeliquinha é investigada por envolvimento em atividades relacionadas ao tráfico de drogas, à lavagem de dinheiro e à coordenação de ações criminosas.

A investigada possui condenações que ultrapassam 260 anos de reclusão e mandados de prisão expedidos em diferentes ações penais e investigações.