Cuiabá, 23/10/2026

DHPP: cabeça de bebê bateu em quina de mármore durante tentativa de socorro

Delegado vê atitude imprudente de dona de creche, mas nega omissão por parte das indiciadas

O delegado Marlon Luiz, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), disse que a investigação concluiu que não houve omissão por parte das proprietárias da creche onde o bebê de cinco meses morreu no último mês, em Várzea Grande. Em entrevista à TV Vila Real nesta segunda-feira (20), o delegado afirmou que a atitude da proprietária foi imprudente, uma vez que ela bateu a cabeça da criança em uma quina de mármore durante a tentativa de socorro.  

Segundo o delegado, o bebê estava “mole” quando chegou na creche, visto que se recuperava de uma virose. A cuidadora percebeu que a criança já estava mal e levou à proprietária por não saber executar a manobra de reanimação.

Reprodução/TV Vila Real

“Na tentativa de fazer uma manobra de reanimação, ela coloca o bebê com a barriga para baixo em seu braço e o virou para o lado. Nesse ato, ela chocou a cabeça do bebê na quina de mármore que provocou o traumatismo e a consequente morte da criança. A proprietária que chocou a cabeça da criança na quina de mármore foi imprudente, portanto a responsabilização para ela foi de homicídio culposo”, contou o delegado.

A estrutura de mármore em que as proprietárias chocaram a cabeça do bebê era utilizada para troca de fraldas e tinha 1,5 metro de extensão.

O delegado afirmou que, dessa forma, não houve omissão de socorro. A proprietária buscou ajuda em uma oficina em frente à creche e, logo depois, abordou um motorista na rua para que a levasse ao hospital com a criança.

Reprodução

De acordo com a investigação, o bebê chegou ao hospital ainda com pulso.

“A proprietária que recebeu o bebê disse que ele não apresentava sinais. Quando ela correu para porta pedir a ajuda, a pessoa que deu um segundo socorro ao bebê disse que ele estava em respiração. E, quando ele chegou no hospital, ele chegou com pulso. Então, ele chegou vivo no hospital e a morte foi concretizada no estabelecimento”, afirmou Luiz.

A proprietárias da creche foram indiciadas por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, na última sexta-feira (17). Pelas redes sociais, elas se manifestaram e disseram que não são assassinas.