Dois dias após morte de Isabele, menor conta detalhes a irmão e apaga: aí tomou
Amiga de Isabele Guimarães Ramos, que teria disparado acidentalmente, ao chegar a um dos depoimentos feitos para a investigação do crime
Trecho de conversas entre o namorado da menor, que matou acidentalmente a amiga Isabele Guimarães Ramos, 14 anos, e o seu irmão chamam a atenção dos investigadores durante a análise dos conteúdos existentes em celulares. O diálogo, que o #rdnews teve acesso, acontece em 12, 13 e 14 de julho. Isabele morreu dia 12.
O namorado da menor que disparou diz no dia do crime: “a garota mo(sic). Eu não tô entendendo nada. Pura(sic) que paril”. O irmão responde: “Que guria mano. Não comento com ninguém. Que guria mano?.
Diante do silêncio, ele segue dizendo: tira print das conversas importantes. Porque todo mundo vai querer colocar a culpa em você. Não deixa isso acontecer”.
Após o pedido do irmão, o menor, que levou a arma que acabou matando Isabele, manda 9 mensagens entre 11h41 e 11h42 do dia 14. Todas são apagadas em seguida. O irmão responde: “Aí tomo (sic)”. Eles trocam mais 8 mensagens. E, por fim, o rapaz que esteve na mansão no Alphaville I pede: “apaga aí”.
A conclusão da análise é de que o namorado da menor que atirou explica a situação para o irmão e pede que tudo seja deletado. “Cabe ressaltar, que não foi possível a recuperação/restauração das mensagens em questão”, diz trecho do documento.
O rapaz, segundo as investigações e depoimentos, deixou a mansão um pouco antes da morte de Isabele. Ele alega que deixou a arma na casa do sogro porque tinha medo de blitz.
Caso
Segundo perícias, Isabele não morreu vítima de disparo acidental, que aconteceu a curta distância, entre 20 a 30 centímetros da vítima. A amiga e autora do disparo, também de 14 anos, estava frontalmente com Isabele e sustentou a arma a uma altura 1,44 metro do piso "com alinhamento horizontal".
A defesa dela, sob Ulisses Rabaneda, entretanto, ressalta que o laudo não descarta uma ação “involuntária”. A garota diz que foi acidental e ocorreu após a arma cair da sua mão no momento em iria guardá-la. Segundo ela, a maleta onde estava a arma escapou de suas mãos e disparou, atingindo Isabele no banheiro de um dos quartos, na parte superior da casa.