Empresário suspeito de matar ex-jogador de vôlei alega que sofria extorsão, diz DHPP
Idirley compareceu a Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) na manhã desta segunda; interrogatório ainda será feito
O principal suspeito de assassinar o ex-jogador de vôlei Everton Pereira Fagundes da Conceição, o empresário Idirley Alves Pacheco, alegou que o crime teria acontecido porque ele estava sofrendo extorsão por parte do atleta. Segundo o delegado responsável pelo caso, Caio Albuquerque, essa versão do empresário foi relatada na Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), na manhã desta segunda-feira (14), após o suspeito se entregar.
Montagem
De acordo com Caio, Idirley negou a teoria de crime passional e alegou que a motivação teria sido de fato essa tentativa de extorsão. O delegado, no entanto, afirma que o caso precisa de mais esclarecimentos. "Nós vamos avaliar. Por outro lado, nós temos um possível contexto passional, mas isso aí no curso das investigações vai ser muito bem esclarecido", declarou o delegado.
Caio esclarece ainda que o empresário levou a polícia até o local onde a arma teria sido jogada, no entanto, o objeto não foi encontrado. Quando questionado sobre um possível caso extra-conjugal entre a esposa de Idirley e Everton, o delegado apenas relatou que a investigação será aprofundada no sentido de entender a motivação do crime.
Agora, Idirley será encaminhado para interrogatório e audiência de custódia, o que, segundo Caio, deve acontecer ainda nas próximas horas desta segunda.
Entenda o crime
O crime aconteceu na noite da última quinta-feira (10), Avenida Dr. Hélio Ribeiro, em Cuiabá. Conforme já publicado pelo Rdnews, uma equipe da Polícia Militar, realizava rondas no bairro Residencial Paiaguás quando viu um acidente de trânsito entre uma caminhonete Amarok prata e uma Ford F-350 verde. Ao se aproximar, viram que Everton apresentava ferimentos de tiros.
Conforme boletim de ocorrência, testemunhas informaram que o autor dos disparos estava junto da vítima na caminhonete e fugiu do local, após cometer o crime. Idirley teria pedido um favor a Everton, para que dirigisse a caminhonete do suspeito, enquanto ele ficaria no banco do carona, revelou o delegado.
“A vítima foi atingida por três ou quatro disparos de arma de fogo - nas costas, próximo a região da cabeça - enquanto dirigia o veículo. O sequestro foi em um dado momento. A relação ainda era amistosa, de amizade entre os dois, ele [Idirley] pede um favor, durante o deslocamento ele pede para parar, diz que tem que pegar alguma coisa no banco de trás, e nesse momento ele já saca a sua arma e a partir dali não há mais nenhuma relação amistosa entre os dois”, detalhou o delegado plantonista Rogério Gomes.
O Serviço de Atendimento Médico Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e constatou a morte do ex-jogador de vôlei.