Família de jovem trans morta faz vaquinha para translado do corpo
O valor necessário é de R$ 9 mil e amigos pedem ajuda para conseguir viabilizar velório
A família da jovem Mayla Rafaela Martins, de 22 anos, encontrada morta às margens da rodovia MT-485, em Lucas do Rio Verde (a 334 km de Cuiabá), nessa terça-feira (16), faz vaquinha para transladar o corpo para Várzea Grande, onde a vítima morava.
Mayla estava em Lucas do Rio Verde, mas morava em Várzea Grande, onde a família também reside. Os familiares não têm condições de trazer o corpo e não possuíam plano funerário. O custo do translado ficou em R$ 9 mil. Além desse valor, foi cobrado mais R$ 2 mil para embalsamar o corpo, ou não terá velório. A vaquinha está sendo destinada para a irmã da vítima, Letícia Martins da Silva, através do Pix (65) 99356-3009.
"Só queremos enterrar nossa amiga, estamos na luta pedindo ajuda pra poder trazer o corpo dela para velarmos ela", disse a amiga Rebeca Lopes.
Reprodução
O caso
O corpo da vítima foi encontrado na manhã de ontem, enrolado em uma lona de piscina de plástico jogada dentro de uma fazenda de lavoura. Quem acionou a Polícia foram funcionários do local que estavam passando a máquina de plantio na área, quando avistaram o corpo. Mayla tinha sido vista pela última vez na noite anterior.
A perícia constatou que a vítima foi atingida por golpes de faca. Durante a investigação, a equipe da delegacia apurou que um veículo Volkswagen de cor preta teria abordado a vítima em um posto de combustível na cidade.
Depois, carro foi visto seguindo em direção ao local onde o corpo foi encontrado. No final da tarde de terça-feira, o veículo foi localizado em um lava-jato e o dono, o empresário Jorlan Furlan, encontrado em sua residência.
Ao ser questionado sobre o crime, ele confessou aos policiais o assassinato. Jorlan foi autuado em flagrante e o procedimento policial encaminhado ao Poder Judiciário, com o pedido de prisão preventiva.