Ilde confirma ida em confraternização de Wanderley e rechaça negociata: Apenas almoço - veja vídeo
Parlamentar confirmou que esteve presente na confraternização organizada por Wanderley Cerqueira e que assunto de eleição da Mesa Diretora não foi mencionado
O vereador por Cuiabá, Ilde Taques (Podemos), confirmou que esteve no churrasco organizado em maio deste ano pelo vereador Wanderley Cerqueira (MDB), presidente da Mesa Diretora de Várzea Grande, mas assegura que não participou de nenhuma negociação para a eleição da Mesa da segunda maior cidade de Mato Grosso.
“Não foi falado nada de articulação, não foi falado nada da eleição da Câmara. Eu não participei. Fui apenas convidado para um almoço, ainda fui de última hora”, assegura em entrevista à imprensa.
Ilde foi um dos alvos de busca e apreensão da Operação Cathedra Venalis, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), na manhã desta terça-feira (20). Ação apura suposta compra de apoio na eleição da Mesa Diretora de Várzea Grande em maio, quando Wanderley chegou a ser reeleito, mas sessão foi anulada pelo Supremo por desrespeito ao marco temporal para este tipo de definição. Uma nova data ainda será definida para escolher o novo presidente do Legislativo.
"Eu não participei do processo eleitoral da Câmara de Varzea Grande. Não participei de nenhuma negociata, de nenhuma conversa, de nenhum apoio. Apenas fui no almoço a convite, que era apenas uma confraternização. Participei da confraternização e fui embora", garante Ilde - eleito presidente da Câmara de Cuiabá para o biênio 2027/2028.
Rodinei Crescêncio/Rdnews
Conforme publicado pelo #rdnews, a investigação do Gaeco começou após o churrasco organizado por Wanderley. Uma denúncia anônima foi feita ao Gaeco e denunciava vários parlamentares por supostamente cometer crimes de ameaça, extorsão, chantagem, corrupção, cárcere privado e entre outros. O Blog do Romilson publicou que Wanderley cooptou 12 dos 23 parlamentares para ser reeleito presidente da Mesa e os deixou “confinados” na chácara. Eles só saíram de lá no dia da eleição, realizada em 14 de maio.
O vereador Ilde Taques confirmou que esteve presente na confraternização. Ele e o também vereador por Cuiabá, Alex Rodrigues (Podemos), foram convidados pelo vereador por Várzea Grande, Dr. Miguel Júnior (Cidadania), de quem são amigos. “Apenas participamos de um almoço. Eu e o vereador Alex. Se tivesse me convidado, iria de novo, porque quem me convidou foi um amigo meu. Era uma confraternização entre vereadores. Eu participei, demorei pouco menos de duas horas e fui embora”, esclarece.
Ilde e Alex Rodrigues foram embora juntos do evento. Quando saíram, foram abordados por uma equipe da Rotam. O parlamentar diz que nada de ilícito foi encontrado. “Não foi aprendido nada ilegal, nem na abordagem, nem na minha casa”, resumiu.
De acordo com a defesa de Ilde, o parlamentar ainda não teve acesso ao aos autos da investigação e, por isso, não pode adiantar nenhuma declaração sobre o mérito do caso. “De início, cumpre esclarecer que não houve qualquer reserva da parte do vereador que colaborou com o cumprimento do mandado e acompanhou os agentes que não encontraram qualquer elemento relevante que sugira relação com fatos irregulares”, pontuou o advogado Eduardo Mahon, que responde pela defesa do parlamentar.
Operação Cathedra Venalis
O Gaeco deflagrou na manhã desta terça-feira (20) a Operação Cathedra Venalis. Foram cumpridos 30 mandados de busca e apreensão domiciliar, pessoal e veicular em endereços relacionados aos investigados nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães.
Entre os investigados estão 13 vereadores de Várzea Grande e dois de Cuiabá. São eles:
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Cilcinho (PV);
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Braz Jaciro (PSDB);
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Alessandro Moreira (MDB);
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Kleberton Feitoza (PSB);
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Enfermeiro Emerson (PP);
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Dr. Miguel Júnior (Cidadania);
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Wender Madureira (Republicanos);
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Lucélia Oliveira (Agir);
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Gisa Barros (Podemos);
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Wanderley Cerqueira (MDB);
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Raul Curvo (Republicanos);
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Sargento Galibert (MDB);
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Rogerinho Dakar (PDSB);
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Ilde Taques (Podemos) - Cuiabá
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Alex Rodrigues (Podemos) - Cuiabá
Também foram alvos a diretora financeira da Câmara e um secretário legislativo. A apuração tem como foco possíveis irregularidades envolvendo a Mesa Diretora da Câmara Municipal de Várzea Grande. As medidas judiciais visam reunir novos elementos de prova para o aprofundamento dos trabalhos conduzidos pelo Gaeco, que investiga a possível atuação de uma organização criminosa em crimes contra a Administração Pública.
As diligências decorrem de apuração sobre a atuação estruturada de um grupo que teria se dedicado à obtenção de vantagens indevidas, cooptação de agentes públicos, práticas de corrupção e outras irregularidades com potencial impacto sobre atividades da administração pública municipal.