Presos há 6 dias, diretor e adjunto da PCE devem prestar depoimento nesta segunda
Assessoria
Sede da GCCO, em Cuiabá, onde os investigados devem ser ouvidos na tarde desta 2ª
Os depoimentos do diretor da Penitenciária Central do Estado (PCE), Revétrio Francisco da Costa, e do subdiretor Reginaldo Alves dos Santos, conhecido como Peixe, estão marcados para a tarde desta segunda (24), na Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO). O horário, segundo relatado pelo advogado dos investigado, Carlos Frederick, ainda não foi divulgado.
Eles, de acordo com a Polícia Civil, estariam facilitando a entrada de celulares na unidade. Além deles, outros dois presos tiveram o mandado de prisão cumpridos.
As imagens divulgadas pela GCCO, feitas pelo circuito de segurança interna da PCE, mostrariam Revétrio com o subtenente Ricardo e o cabo Denizel Moreira, ambos da Rotam, e o tenente Cleber de Souza Ferreira, lotado no 3º Batalhão. Junto com eles estaria Paulo Cesar da Silva, conhecido como Petróleo, e apontado como um dos líderes do Comando Vermelho (CV) na Capital.
Nas imagens, a GCCO aponta os cinco homens caminhando em um corredor da PCE, em sentido à sala da direção da unidade prisional. O vídeo foi registrado em 6 de junho deste ano, por volta das 15h.
No encontro, eles teriam feito uma reunião que, segundo os responsávies pelas apurações da Operação Assepsia, durou cerca de uma hora. O assunto discutido entre eles não foi divulgado pela Polícia Civil.
O caso
Em 6 de junho, na PCE, foram localizados 86 aparelhos celulares, dezenas de carregadores, chips e fones de ouvido. Todo o material estava escondido dentro da porta de um freezer, que foi deixado lá para ser entregue a um dos detentos.
Equipes da GCCO estiveram na PCE e verificaram que não havia nenhum registro de entrada ou mesmo informações acerca da entrega do referido eletrodoméstico. Diante dos fatos e da inconsistência das informações, todos os agentes penitenciários presentes foram conduzidos até a Gerência e questionados sobre os fatos.