Cuiabá, 18/09/2026

Professor é preso suspeito de abusar de crianças de 8 anos ao receber tarefas

Caso foi registrado em escola municipal e homem, segundo apuração, passava as mãos nos corpos das crianças

Um professor de escola municipal de Lucas do Rio Verde (354 km de Cuiabá) foi preso pela Polícia Civil, nesta terça-feira (27), suspeito de pedofilia. Segundo o Núcleo de Atendimento à Mulher da Delegacia, o homem teria usado da “sua condição de professor” para praticar abusos contra pelo menos três crianças de 8 anos. A identidade dele não foi divulgada.

As investigações iniciaram em dezembro, quando uma criança de 8 anos contou aos pais o comportamento do professor, que passava a mão por dentro de sua roupa. Os abusos geralmente ocorriam no momento em que a vítima entregava as tarefas ou ia tirar dúvidas com o suspeito.

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Com base nas informações, foi instaurado um auto de investigação preliminar e, durante os trabalhos para apurar os fatos, a equipe da Delegacia de Lucas do Rio Verde recebeu denúncias sobre outras duas crianças, também de 8 anos, que teriam sido vítimas dos abusos praticados pelo docente.

Nos três casos investigados, o suspeito agia com o mesmo modus operandi, praticando os abusos no momento em que esclarecia dúvidas das crianças, se posicionando em frente para as vítimas e de costas para os demais colegas, ocasião em que passava a mão pelo corpo das vítimas.

Diante da gravidade dos fatos e indícios de pedofilia, a delegada do Núcleo da Mulher, Ana Carolinne Mortoza Lacerda Terra, representou pelos mandados de prisão e busca e apreensão contra o suspeito, que foram deferidos pela Justiça e cumpridos na segunda-feira (27).

Além do mandado de prisão, foram cumpridas as buscas, em que foram apreendidos o aparelho celular e o notebook do suspeito com o objetivo de dar continuidade às investigações e apurar o envolvimento dele em novos fatos e identificar outras possíveis vítimas.

“Nas investigações, foi possível levantar um conjunto robusto de indícios de autoria, tornando mais concreta a gravidade do caso, ao visualizar o contexto de sala de aula, com crianças vulneráveis, em que o investigado prevalece da condição de professor para obter vantagem de natureza sexual”, disse a delegada.