Cuiabá, 18/09/2026

Sobrinho que matou e tirou coração da tia planejava outros crimes, diz delegado

Reprodução/JK Notícias

Suspeito fica em silêncio em depoimento na delegacia de Sorriso e dá sinais de ter distúrbio

O delegado André Ribeiro, da Polícia Civil de Sorriso (a 420 km de Cuiabá), disse em coletiva de imprensa na manhã desta quarta (3) que a intenção de Lumar Costa da Silva, de 28 anos, responsável por matar e arrancar o coração da própria tia, Maria Zélia da Silva Cosmos, 55 anos, na noite desta terça (02), no bairro Vila Bela, era de matar outras pessoas.

Ele tentou acabar com a energia da cidade ao bater contra uma estação de energia. Na delegacia, ele não falou nada sobre o crime e apenas disse várias frases desconexas.

“Após matar e arrancar o coração da vítima, ele seguiu até a casa da filha dela e ameaçou matá-la. A mulher então entregou a chave do carro para que ele pudesse fugir. Depois, ele bateu em um transformador e disse que a intenção seria apagar as luzes da cidade”, disse o delegado André.

Portal Sorriso

Polícia e peritos investigam o brutal assassinato de Maria Zélia Cosmos

O delegado afirmou que esta é a primeira vez que vê uma brutalidade e crueldade tão grande. “Poderia ter feito outras vítimas. É um monstro. A menina (de 7 anos que ele tentou sequestrar, neta da vítima) poderia ter sido morta se não tivesse conseguido a chave do carro”.

Em depoimento, o delegado explicou que Lumar "não fala nada com nada" e que, durante o interrogatório pediu advogado. Disse que ficaria em silêncio. Dá para ver que ele entende alguma coisa. Vou solicitar o exame psiquiátrico para ver se, de fato, existe um problema mental ou se está fingindo”, pontuou o delegado.
 
Em entrevista à imprensa local, o criminoso também apresentou frases desconexas. Questionado sobre o crime e os detalhes da brutalidade, ele apenas balançava a cabeça, fugindo das respostas e ainda questionou: “Isso é sensacionalismo? Quero um advogado”.

Os familiares de Lumar relataram que ele é um homem inteligente, fala dois idiomas e já trabalhou em uma multinacional de São Paulo. O comportamento dele mudou após começar a usar drogas e ter uma briga com a mãe. A vítima, que era muito religiosa, não aceitava que ele utilizasse entorpecentes em casa, até que o expulsou.

Lumar deverá responder por homicídio qualificado por motivo fútil. Ele já está preso, após ser pego pela Polícia Militar e está à disposição da Justiça.