Previsão era entregar 56 obras; só 18 são entregues e VLT não fica pronto
Ednilson Aguiar
Viaduto do Despraiado ajuda areduzir o congestionamento na Av. Miguel Sutil
Quase duas semanas antes do maior evento esportivo do mundo, o cenário em Cuiabá é preocupante. Das 56 obras de mobilidade urbana, cuja conclusão era esperada antes da Copa, apenas 18 estão entregues, ou seja 32%. A prioridade era trabalhar em 21 intervenções urbanas consideradas essenciais para contornar o caos que se tornou o trânsito da Capital, mas deste "bloco", 9 ainda estão em execução (ver quadro - com dados da Secopa).
Em meio a frentes de trabalho espalhados por diversos pontos da cidade, a população já faz uso dos viadutos do Tijucal, Despraiado, Sefaz, Aeroporto, UFMT e MT-040, além das duplicações das pontes sobre o Rio Cuiabá na Rodovia Mário Andreazza e sobre o Rio Pari (na Estrada da Guarita) e da Avenida Juliano Costa Marques (Bela Vista).
Mário Okamura
Em Cuiabá e VG há obras inacabadas. Segundo a Secopa, das 56 obras previstas, 19 ficaram prontas
Também foram entregues outras nove obras. São elas: a rotatória do Centro de Eventos do Pantanal, a trincheira Ciríaco Cândia/Mário Andreazza, as pontes sobre o Córrego Gumitá na Avenida Jurumirim, sobre o Rio Coxipó na Avenida Antônio Dorilêo e na rua dos Eucaliptos, a complementação da Rua Camburiú/Cabeceira, a ligação da Avenida Antônio Dorilêo com a Avenida Beira Rio, o prolongamento da Rua dos Eucaliptos e a pavimentação da Avenida Itaparica (Vista Alegre), feita em convênio com a Prefeitura.
A falta de conclusão de um pequeno trecho na duplicação da Mário Andreazza, especialmente, chama atenção nesse contexto. Isso porque uma guerra judicial travada entre o governo e uma empresa impede o andamento dos trabalhos. Já as trincheiras do Santa Isabel (Verdão) e do Santa Rosa foram liberadas parcialmente para usufruto dos cidadãos.
O VLT, terceira obra mais cara das relacionadas ao transporte de moradores e turistas no país, orçado em R$ 1,4 bilhão, não está nem perto de entrar em operação. A promessa inicial era uma revolução na locomoção urbana quando o Mundial estivesse ocorrendo. Com a "corda no pescoço", devido aos prazos apertados, a Secopa mudou o discurso e passou a dizer que o modal não era obra da Copa. Foram polêmicas desde a licitação até a instalação de trilhos em locais que até mesmo os olhos leigos conseguem perceber: não receberão os vagões tão cedo. Agora, a mais recente previsão do governo Silval Barbosa (PMDB) é entregar o VLT em dezembro.