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Cuiabá

Aluno morre afogado em treinamento do Corpo de Bombeiros na Lagoa Trevisan

A DHPP confirmou a morte e informou que vai investigar o caso; ainda não se sabe o que causou o afogamento

Kethlyn Moraes e João Aguiar

Um aluno do Corpo de Bombeiros Militar, identificado como Lucas Veloso Peres, de 27 anos, morreu afogado durante um treinamento na Lagoa Trevisan, em Cuiabá, na manhã desta terça-feira (27).

Lucas era de Goiás e fazia o curso de formação do Corpo de Bombeiros. O incidente aconteceu na aula de salvamento aquático. O exame de necropisia deve apontar a causa da morte.

CBM

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Segundo as informações iniciais, o aluno teria sido socorrido e encaminhado para o hospital H-Bento, na Capital, onde não resistiu e foi a óbito. A Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) confirmou o óbito e vai investigar o caso.

"Segundo levantamos de informação no local, ele reclamou que estava se sentindo mal já dentro da água, e repentinamente afundou. O capitão conseguiu levantar ele, colocou em um barco de apoio, começaram a fazer os procedimentos de reanimação. No entanto, quando ele deu entrada no hospital, já estava há bastante tempo sem respirar, a equipe ficou bastante tempo tentando fazer reanimação no hospital, mas sem êxito e o médico declarou o óbito", disse o delegado da DHPP, Nilson Farias.

Outro caso

Esse não é o primeiro caso na Lagoa Trevisan. Em 2016, outro aluno do curso de formação do Corpo de Bombeiros, Rodrigo Claro, de 21 anos, passou mal durante treinamento, entrou em coma e ficou na UTI do Hospital Jardim Cuiabá. 

Ele não resistiu e morreu no dia 15 de novembro. De acordo com o Ministério Público Estadual (MPE), depoimentos colhidos durante a investigação demonstram que o aluno foi submetido a "intenso sofrimento físico e mental com uso de violência".

A responsável pelo treinamento, tenente Izadora Ledur, demorou cinco anos para passar por julgamento pelo caso. Na decisão judicial, de setembro de 2021, o juiz entendeu que Rodrigo foi submetido a excessos de caldos e outras agressões por não conseguir nadar corretamente e cumprir a travessia no lago. No entanto, decisão do Conselho Especial de Justiça Militar condenou a tenente a 1 ano de prisão a ser cumprida em regime aberto.

No ano passado, o governador Mauro Mendes (UB) extinguiu a punibilidade da tenente.  O Juizado Especial de Fazenda Pública de Cuiabá determinou também no ano passado,  a promoção da tenente Izadora Ledur ao cargo de Capitã do Corpo de Bombeiros, com pagamento dos salários retroativos ao ano de 2016.

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