Após impasse, alguns comerciantes do Shopping Popular estão negociando para se instalarem na Rodoviária de Cuiabá, o Terminal Engenheiro Cássio Veiga de Sá, como forma de recomeçar seus negócios após o grande incêndio que destruiu mais de 600 lojas do complexo comercial.
Os lojistas estão procurando alternativas viáveis para retomar suas vendas e voltar a trabalhar. Uma grande parte decidiu se instalar em tendas improvisadas na Avenida Carmindo de Campos, onde uma espécie de feira de rua está funcionando. Outros estão negociando espaços no terminal rodoviário. A informação foi confirmada pelo coordenador da rodoviária, Selmo Oliveira, nesta terça-feira (23).
Rodinei Crescêncio/RDNews

De acordo com Selmo, quatro contratos já foram fechados e outros seis estão sendo negociados. "Como nós tivemos uma grande reforma, 105 salas comerciais foram entregues para ser alugadas aqui na rodoviária. Dessas, 77 foram alugadas já e temos 28 disponíveis. Por isso, estamos em conversa com mais alguns comerciantes. As salas serão entregues já em agosto para eles poderem começar a trabalhar", esclarece.
As salas fazem parte da reforma do terminal, que começou em julho de 2022 e está em sua fase de conclusão.
"Além disso vamos propor à prefeitura a liberação de área na rodoviária para poder receber os serviços ao cidadão, como o Sine e o Detran, que funcionavam no Shopping Popular, transferindo-os para cá", explica.
Os comerciantes vivem um impasse para serem realocados. O presidente da Associação do Shopping Popular, Misael Galvão, e os comerciantes se reuniram e decidiram que iriam instalar as lojas temporárias no campo de futebol do Complexo Dom Aquino. No entanto, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) emitiu posicionamento informando que as bancas provisórias dos lojistas devem ser posicionadas no espaço destinado ao estacionamento do local, e não no Complexo Dom Aquino, como planejado, já que o ginásio é um espaço de uso coletivo e público.
Na manhã desta terça (23), o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) afirmou aos comerciantes que eles poderão atuar - temporariamente - no campo de futebol e pista de atlestismo do Complexo Esportivo Dom Aquino. O gestor anunciou ainda que irá assinar um projeto de lei que será enviado à Câmara Municipal em regime de urgência, permitindo o uso do espaço pela Associação do Shopping Popular.
Enquanto isso, o Shopping Popular está sob responsabilidade da Defesa Civil municipal, que aguarda a conclusão da perícia e os trabalhos da Politec, para decidir os próximos passos. O Município e a Associação dos Camelôs também discutem medidas para resolver de forma paliativa o problema, encontrando um local adequado para os comerciantes.
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Moreira 24/07/2024
O capitalismo tem a capacidade de se autoregular e rearranjar conforme a demanda. Parabéns àqueles que estão buscando outras alternativas.
Candida 24/07/2024
Gente eu fiquei na duvida???!! Sério!!! Toda loja privada que não tem seguro por problemas legais pegar fogo o poder público terá que ajudar??
Marcio 24/07/2024
Para a rodoviária e região será muito bom. Quem sabe assim os homi* cuidam daquele entorno.
Henrique Freire 23/07/2024
Sou totalmente contra ajudar com verba pública esse sinistro, o que acho viável seria a prefeitura municipal permitir que eles instalem suas bancas em locais públicos, inclusive emxareaa públicas como calçadões e praças e parques, dando desconto nos impostos por um ano, por exemplo. Isso teria um impacto para o município e estado, mas substancialmente menor que dar dinheiro para construir algo, o que seria vedado pela lei de responsabilidade fiscal. Talvez seria até melhor para os negócios dessas pessoas
Isidoro 23/07/2024
Vamos abrir a Caixa Preta desse negócio. É inconcebível ocuparem um lugar público onde deveriam estar Escola e Creche, montarem negócio para sonegar impostos de toda maneira. Desconfio da fiscalização que é rotineira para algumas empresas e locais, mas passava longe dali. E a forma de administração deles, embora sendo do setor privado não prestava conta a ninguém. Pois até hoje a contabilidade não apareceu nem para constar que havia.
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