"Não é borrando o nome de pessoas honestas, que deixaram distante suas raízes sanguíneas e fixaram sua memória em nossa terra, que vão fazer política”, afirma Lia Pompeu de Campos, integrante de uma das famílias tradicionais da Capital, sobre a proposta de movimentos feministas que pretendem mudar o nome praça que leva o nome do empresário sírio-libânes "José Rachid Jaudy" para "8 de Março".
Lia Pomeu pontua que leu com espanto a notícia sobre o abaixo assinado para mudar o nome da praça, que fica no cruzamento da rua Barão de Melgaço com a avenida Isaac Póvoas, no Centro da Capital.
Além disso, ela classifica a proposta como insensatez. “Senhor José Rachid foi um homem que deixou suas raízes, com certeza para viver em um país livre e de paz, escolhendo nossa cidade de Cuiabá, onde casou e nasceram seus filhos, adotando-a como sua própria terra", diz em manifestação enviada ao
.
Conforme publicado pelo Blog do Romilson, a praça Rachid Jaudy entrou no radar dos movimentos feministas depois de uma adolescente, de 14 anos, ter sido estuprada no local em plena luz do dia no início do fevereiro e a poucos dias do Dia Internacional da Mulher.
A cuiabana relembra que o José Rachi Jaudy foi dono da tradicional casa Rachid, que era especialista em modas na época. "Temos em casa um baú gravado no ano de 1936, que meu avô, seu patrício e amigo, comprou em sua loja o enxoval e o baú da minha mãe. Já dá para imaginar o tempo que ele já tinha estabelecido em nossa terra", conta.
Em seguida, ela afirma que na praça estão suas raízes e afirma que a manifestação das feministas poderia sugerir a construção de outro símbolo. "Nós mulheres merecemos ter uma lembrança marcante para a data, mas existem outras formas. Poderiam sugerir um monumento alusivo à data para ser fixado ali e lutar pela sua restauração”.
“Me senti muito triste ao saber dessa insensatez. Nasci ali. Fui criada e acolhida no colo deste ser maravilhoso que amo. Este projeto de mudança é um sinal de que existem pessoas oportunistas politicamente que não dão valor a nossa memória".
Por fim, Lia Pompeu pede que a "empolgação não seja aceita pela Câmara" e que "prevaleça o bom senso", já que "a responsável por essa iniciativa deveria estar focando em prioridades para a população cuiabana".
O posicionamento de Lia Pompeu é acompanhada por boa parte da cuiabania, que não aceita a "desomenenagem". É o caso de Francisco das Chagas Rocha, que mantém a página Cuiabá de Antigamente. Segundo ele, a causa das mulheres é justa, mas não justica afrontar a memória de Rachid Jaudy.
"A praça se chamava Santa Rita e o então prefeito Bento Machado Lôbo fez a homenagem a um morador ilustre da região, que ajudou a desenvolver Cuiabá. Um momento ou uma placa sobre o 8 de Março na praça seria bem-vindo, mas jamais tirar o nome do senhor José Rachid Jaudy. A cuiabania já está se mobilizando contra essa proposta absurda", disse.
A senhora Olga Rachid Jaudy, de 95 anos, filha de José Rachid Jaudy, também protestou contra a proposta de mudar o nome da praça. Na foto, ela aparece com o busto instalado no local pela própria família.
Casos de estupro
A adolescente foi vítima de estupro na tarde de 8 de fevereiro. De acordo com a Polícia Militar, a vítima foi encontrada chorando na rua e acolhida por uma mulher, que a flagrou tentando se jogar na frente de um carro. Ela saiu de um curso na avenida Getúlio Vargas, por volta das 15h, com duas colegas.
Ela disse que, quando chegou na praça Rachid Jaudy, foi abordada por dois homens não identificados. Ela foi segurada pelos braços e ameaçada. Os suspeitos disseram que ela não podia gritar e nem virar o rosto. A menor foi levada para a parte inferior do Centro de Atendimento ao Turista (CAT) e vítima dos abusos sexuais.
Dois dias, um dos suspeitos foi preso pela equipe da Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam). Foi identificado como Elon Lopes da Silva, de 33 anos, que teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. Ele é suspeito também de ter estuprado uma mulher de 41 anos, portadora de doenças mentais, em uma casa abandonada não muito longe do Centro da Capital.
O caso segue sob investigação da Delegacia Especializada da Mulher.
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Orlandir Cavalcante 10/03/2022
kkkkkk esse Esperidião não sabe nada ... e não entendeu minha ironia. kkkk Amigo eu sei que há famílias reais .... mas lá são monarquias ... o Brasil meu nobre é republica desde 1889 kkkkk há pessoas no Brasil que se dizem descendentes da família real... mas família real não existe no Brasil . kkkkk enfim, perdão se fiz uma ironia que está fora de seu alcance intelectual, mas respeito os ignorantes como voce afinal sou professor ... quanto a chamada cuiabania fiz uma chacota pois eu sei o que é cuiabania e voce sabe?
Esperidião 10/03/2022
Orlandir Cavalcante, no mundo todo existe família real, não é só no Brasil não. Inclusive há diversos países cujo sistema político é a monarquia com reis, rainhas, príncipes e princesas. Procure saber um pouco mais de história universal antes de postar babaquice.
Roger 09/03/2022
Como se mudando nome isso iria acabar com estupro e violencia nesta praça. Porque esta militancia não faz um abaixo assinado para coloque um posto de policia no local, nesta estrutura abandona, porque não pede para colocar cameras de vigilancia, Isso sim é pensar na vitima, na proteção da sociedade e não querer lacra agora mudando o nome apenas. Eita gente que só pensa em lacrar nesses momentos e não pensa em algo concreto que proteja as mulheres de fato.
Orlandir Cavalcante 09/03/2022
Cuiabania?! Ainda existe isso! Ah esqueci temos no Brasil até família real ! kkkkkkk
Moacir charreteiro morada do ouro 09/03/2022
Cuiabania : desocupados da elite. Pobre rala.
Suelen 09/03/2022
Então a praça já tinha o nome de Santa Rita...submeteram a mudanças pra um outro nome de um homem. E agora se questiona uma nova mudança.bIntrigante né
6 comentários