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Liminar suspende edital para eleição da FMF e impõe multa de R$ 5 mil

Jacques Gosch

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Ussiel Tavares cita que edital foi publicado na sexta de carnaval e prazo para inscrição era 4ª de Cinzas

O juiz da 7ª Vara Civil de Cuiabá, Yale Sabo Mendes, atendeu pedido do advogado Ussiel Tavares e suspendeu o edital de convocação para a assembleia geral que vai eleger a diretoria da Federação Mato-Grossense de Futebol (FMF),  marcada  para o próximo dia 16. Na prática, o processo eleitoral fica cancelado e a entidade pagará multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento.

O atual presidente João Carlos de Oliveira, que assumiu o cargo quando Carlos Orione faleceu em novembro do ano passado, busca a reeleição. A oposição está representada pelo empresário Aron Dresch, presidente licenciado do Cuiabá Esporte Clube, que também lançou candidatura à presidência. Já Ussiel Tavares pleiteou a liminar para  garantir a possibilidade de se viabilizar como candidato. 

 No pedido de liminar, Ussiel Tavares sustentou que o edital foi publicado em 24 de fevereiro, sexta de carnaval. O prazo para inscrição de chapas encerrava em 1º de março, que era quarta-feira de Cinzas. 

Segundo Ussiel Tavares, as datas não respeitavam o Estatuto da FMF e faziam parte da manobra da atual direção para inviabilizar chapas de oposição. “Por isso, fui na Justiça buscar a anulação do edital. Fui presidente do Tribunal de Justiça Desportiva e me sinto apto a concorrer”, declarou em entrevista ao .

Além da anulação da primeira assembleia, Yale Sabo Mendes requereu que a Federação designe nova data para realização de Assembleia Geral eletiva, com antecedência mínima de oito dias. Caso a FMF descumpra a determinação, estará propensa a pagar multa diária de R$ 5 mil.

De acordo com Ussiel, a diretoria da FMF se recusa até mesmo a fornecer o Estatuto para os pretensos candidatos. “Fiz a solicitação e responderam por escrito que o documento estava disponível no cartório. Paguei R$ 600 para obter uma cópia. 

A postura de João Carlos e da diretoria da FMF também é contestada pelo grupo de Aron Dresch. Isso porque a chapa situacionista não divulga seus componentes. Além disso, a própria comissão eleitoral, ligada ao grupo que está no comando, omite informações sobre os clubes da Série A, Série B, ligas amadoras municipais e clubes inativos que têm  direito a voto. 

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