Carlos Maldonado, fundador da Unemat, morreu na manhã deste sábado (30), em Cuiabá, após passar por uma cirurgia para a retirada de um aneurisma cerebral. Aos 54 anos, Maldonado deixa esposa e três filhos. Ele completaria 55 anos na próxima quinta (4). O corpo de Maldonado está na Amecor, na Capital, e deve ser levado por volta das 14h para Cáceres, cidade de origem do educador, onde será velado na Câmara Municipal. O enterro está previsto para ocorrer às 18h.
Maldonado passou mal na tarde desta sexta (29), e foi conduzido para a Capital em uma UTI móvel. Ele chegou a passar por cirurgia durante esta madrugada, porém, não resistiu. Ao Rdnews, Cristiane Maldonado, irmã do educador, diz não ter palavras para descrever a perda.
“Meu irmão era uma pessoa muito especial. Ele não estava doente, estava bem e de repente deu esse problema. É uma perda irreparável, ele era muito humilde. Está sendo muito difícil, mas a gente tem que enfrentar, mas não sei como vai ser. Ele estava animado com as aulas, a vida de vento em popa, cheio de projetos, de vontades”, conta.
Adriano Silva, amigo íntimo e ex-reitor da Unemat, descreve Maldonado como um homem a frente de seu tempo. “Mato Grosso perde um grande pensador na educação e desenvolvimento. Maldonado estava alguns anos a nossa frente. Como, em 1968, que enxergou que o Estado poderia ter uma universidade estadual, quem imaginava a Unemat desse tamanho? Ele imaginava". Adriano avalia também que a morte de Maldonado representa uma perda de parte da história da universidade.
História
Formado em Direito pela USP, Maldonado atuava há quase 30 anos na Unemat como professor de Ciências Sociais, junto ao curso de Direito no Campus de Cáceres. Ele ingressou na instituição em 1986, como professor contratado. Em seguida assumiu a função de coordenador e após a criação da Unemat comandou a Reitoria, entre 1994 e 1996. Depois renunciou para assumir a secretaria estadual de Educação, função que exerceu entre 1996 e 1997 no governo Dante de Oliveira (falecido).
Também foi secretário de Educação de Cuiabá, entre 2000 a 2004, na gestão Roberto França. Exerceu cargo de coordenador regional da Unesco no Estado, e coordenador da Consulta da Carta da Terra no Brasil. Atualmente, Maldonado lecionava no curso de Direito na universidade que fundou.
Luto
A reitora da Unemat, professora Ana Di Renzo, decretou luto oficial e disse lamentar profundamente a perda. “A Unemat chora a morte do seu idealizador, mas a lembrança de que acreditar na utopia é condição para a mudança acontecer ficará para sempre no coração daqueles que, com ele, aprenderam a compreender o mundo. Maldonado tem o nome impresso profundamente na história da nossa universidade”, disse a reitora. O campus Jane Vanini, onde o professor atuava também decretou luto oficial.
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Rebeca 01/02/2016
Isso que dá fazer o que Rabello e Soares faziam.
Marilda de Jesus Rosa 31/01/2016
Conheci o professor Maldonado quando foi secretário de educação e foi ele realmente que deu força pra que a educação em Mato Grosso fosse melhor, ou pelo menos ir melhorando. Estivemos uma semana em Cuiabá estudando as novas metodologias que ainda hoje temos em nosso sistema um pouco mais ampliadas e que precisa de melhoras. Que descanse em paz.
Davino Padilha Vieira 31/01/2016
Um homem além do seu tempo, desprovido de apego a bens materiais, um estudioso da alma humana. Neste último semestre ele estava mais vívido e empolgado do que nunca. Vai com Deus mestre, mas fica os ensinamentos.
Aderbal 31/01/2016
Por onde passou procurou inovar a área educacional, embora não tivesse formação especializada na mesma. Infelizmente, nem a UNEMAT revelou ser uma Universidade moderna, e nem o ensino ciclado tornou-se um grande catalisador da educação. Vão-se os homens ficam as ideias, seus exemplos e iniciativa de um dia melhorar a humanidade.
Ana Maria de Souza 31/01/2016
Nas historia da UPC, Maldonado se comoveu com muitas historias de vida, me lembro do senhor Fridolino, que com apenas 8 meses de estudo, na alfabetização, ele escreveu sua historia de vida, de forma alfabética, mas de uma maneira tão poética e organizada como eu nunca tinha visto. Eu digitei seus textos me emocionei tanto, pois ora eu chorava, ora eu dava muitas risas. O senhor Fridolino era um escritor nato, que Mato Grosso perdeu por não ter competência de manter seus jovens na escola. Maldonado sabia disso. A historia de vida do senhor Fridolino, Maldonado apresentou em muitos países por onde ele foi e falou da educação da UPC, como Alemanha, Filandia e tantas outras. Ele tinha orgulho de ser o mentor de uma Educação que valorizava a vida, a historia de uma classe abandonada pelo Sistema. é isso aí, se eu continuar vou passa o meu dia escrevendo e não esgotarei as lembranças que tenho.
Ana Maria de Souza 31/01/2016
Sem dívida alguma, é uma perda para Mato Grosso. Maldonado não era um sonhador, utópico como muitos o chamavam, era sim um homem além do seu tempo. ele via o que não eramos capazes de ver. Isso com relação a educação, a política, a vida como um todo. Quando foi Secretário de Educação de Cuiabá, criou a UPC, Universidade Popular Comunitária, para muitos era um sonho impossível, eu o ajudei a cria esse projeto trabalhei até o momento em que foi extinto pelo prefeito Wilsom Santos. Foi um projeto que andava na contra mão dos interesses da politica neoliberal. Mais pedagogicamente deu certo, provamos que há uma forma diferente de se fazer educação e funciona. Então não é utopia, mais sim uma forma avançada de ver. Assim como aconteceu com a Universidade de Mato Grosso, quando ele lutava pela UNEMT, os políticos da época diziam que ele era louco. Foi uma luta árdua, e ele conseguiu, hoje está aí o resultado. O projeto indígena de educação superior teve a sua participação também, participei das discussões na época. As bibliotecas Saber com Sabor, me lembro de ouvir político, que não vou citar o nome, mas gostaria de dizem quem. Que disse: pra que biblioteca no Pedra 90, só coisa da cabeça de Maldonado, um sonhador, pobre não vai ler em biblioteca. E até onde sei a do Pedra 90, esse político acabou com ela. Não sei s se comunidade conseguiu implantá-la novamente. A do Centro é a que ainda se mantem por ser em uma região nobre da cidade. Maldonado via pobre lendo, pesquisando em biblioteca, ele via crianças lendo historias infantis e se divertindo, ele via velhos escrevendo sua historia de vida e como vendo o mundo.
Ednor Fernandes 31/01/2016
Nada de falar desta Pessoa, todos ja sabem quem ele era, Que os bons Espíritos de Luz esta a sua volta Professor Maldonado
Luiz 31/01/2016
Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário
Carleth Castro e silva 30/01/2016
O professor Maldonado foi um dos melhores Secretário de Educação de MT. Tive vários eventos educacionais sob a gestão do destacado professor.Era um talento ímpar.Tinha uma visão de mudanças,competência técnica,capacidade,inteligente.Com o professor Maldonado,a educação sempre foi um processo de mudança social.Que Deus o tenha em um bom lugar e conforte a família enlutada.
Gilberto Figueiredo 30/01/2016
Foi com muito pesar que recebemos hoje notícia do falecimento do Professor Carlos Alberto Maldonado. Uma inestimável perda para a Educação do nosso Estado. Meus mais sinceros pêsames a toda família enlutada. Gilberto Figueiredo Sec.Municipal de Educação de Cuiabá
Prof Rosalia Ferreira 30/01/2016
Tive a oportunidade como diretora na época conviver com este ser humano maravilhoso. E reafirmo foi o melhor secretário que a secreataria de educação já teve.
Zé Carlos do Pátio 30/01/2016
Externamos os nossos sentimentos de paz, fé, e resignação aos familiares pelo falecimento, do Professor, Doutor, Carlos Maldonado. Eu, minha família, e toda a "Educação" do Estado de Mato Grosso estamos de luto. Doutor Maldonado nos despediu, mas deixou um legado para a história do Mato Grosso.
BRANCO 30/01/2016
PROFESSOR. JANIO BATISTA DE MACEDO FALOU TUDO E MAIS UM POUCO PARABÉNS!!!!, QUANTO A FAMILIA MEUS SENTIMENTOS SINCEROS.
Prof. Jânio Batista de Macedo 30/01/2016
(MALDONADO...) A morte é inevitável... Entretanto ela não é nada já dizia Santo Agostinho... Que as palavras que eu escrevo não sejam lidas como prece e nem repetidas com fervor, a penas respeitadas como única coisa que resta para lembrar de um homem inundado de sentimentos, de sonhos, visões múltiplas desse mundo cruel competitivo... Maldonado amado, rejeitado, olhado por cima e por traz... Mas ele estava bem-nhali com cigarro nos dedos, debaixo da arvore entre os acadêmicos filosofando a vida olhando a lida... Guardo em fim boas lembranças do amigo tenaz, olhos aberto, sorriso largo, cabeça feita que viveu e amou... Ficará a lembrança dos sonhos e lucidez embriagado pelo tempo que desenhou e assim vai esse grande magrelo embalado pelo sons das imaginações que tinha na cabeça. Entre homens e mulheres que comandou fica sua sandália de couro, seu querer, seu regalo e seu pensar... A terra da sua cidade recebe seu corpo frágil combalido, mal tratado, mas que hoje comentada pela sua façanha e ousadias, lembranças meras e tardias só quem partilhou contigo os sonhos são sabedores do homem bom que deveras foi... Hoje seu velório terá falas de falsos, de quem te amou até o fim. Porque metade de mim é o que ouço Mas a outra metade é o que calo...! Vai alma boa no embalo da canção do Raul Seixas que lhe acolhe cantando: ...Prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo... Essa sua vontade de ir embora cedo se transforme na calma e na paz que merece ...!
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