Uma cena tem se repetido com frequência inédita em Mato Grosso: pacientes entrando na fila de transplantes e, às vezes no mesmo dia, recebendo uma nova chance de vida. A fila de córneas, historicamente extensa, chegou a zerar no estado no mês de outubro. Já o transplante renal voltou a ser realizado após anos de interrupções, enquanto as doações de órgãos têm crescido de maneira contínua desde 2018 - impulsionadas por capacitações técnicas, fortalecimento da rede e uma engrenagem logística que opera contra o relógio e a favor da vida.
O impacto é percebido dentro das salas cirúrgicas, nas unidades de terapia intensiva e, principalmente, nas histórias que se desdobram a partir desses transplantes. São doações de amor e vida entre desconhecidos, mas também entre familiares. Há aqueles que ressignificam a morte e resolvem fazer do rito de passagem uma mensagem de renascimento: como o caso de uma mãe que, após ser confrontada com a morte encefálica do filho de 12 anos, encontrou uma redação escolar em que ele expressava o desejo de ser um doador de órgãos e decidiu transformar a dor em vida. Além daqueles que veem o mundo ganhar cor novamente no Banco de Olhos de Cuiabá, onde de 30 a 35 pessoas voltam a enxergar por mês.
Todas essas histórias, embora distintas, apontam para a mesma direção: Mato Grosso vive uma virada histórica no sistema estadual de transplantes, que tem sido construída com técnica, logística, coordenação e, acima de tudo, responsabilidade.
O caminho até aqui
Dados exclusivos obtidos pelo
junto à Secretaria de Estado de Saúde (SES) detalham que desde 1998 - quando o Ministério da Saúde estruturou as coordenações estaduais de doação e transplantes - foram realizadas 195 captações de órgãos no estado, sendo que, apenas entre 2024 e 2025, foram promovidas 27 captações.
Insta salientar que, no período de 2009 a 2020, as atividades de transplante renal foram interrompidas no estado, devido à falta de estabelecimento autorizado, entretanto as captações permaneceram, embora tenham sido prejudicadas devido à falta de estrutura operacional.
“O transplante renal foi retomado em 2020, mas precisou ser interrompido, novamente, em 2021 devido ao impacto da pandemia de Covid-19, que afetou programas de transplantes em todo o país. Com a estabilização do cenário sanitário, o serviço pôde ser reestruturado e foi reativado em 2024, após a gestão estadual reorganizar a rede, ampliar equipes e garantir as condições necessárias para a retomada segura e permanente dos transplantes em Mato Grosso”, aponta a SES.
Outro ponto destacado pela secretaria são os transplantes de córnea. Desde 2000, foram feitas 2.152 captações de córneas em Mato Grosso, sendo mais da metade delas realizadas no início da gestão do governador Mauro Mendes (União Brasil), totalizando 1.147 procedimentos a partir de 2019.
“O transplante de córneas, há muitos anos, é bem robusto. A gente tem mais de 300 córneas implantadas por ano, e esse número vem crescendo. Então, esse é um sistema de transplante bastante sedimentado já no nosso estado”, destaca a responsável técnica da Central Estadual de Transplantes (CET), neurologista Heloise Helena Siqueira Borges.
Além disso, o programa já contabilizou 3.828 transplantes de córnea desde então. “Como cada doador possui duas córneas, o número potencial de tecidos disponíveis é maior que o número de doadores. Além disso, nem sempre o receptor precisa das duas córneas, muitos transplantes são unilaterais. Por isso, um único doador pode beneficiar até duas pessoas”, explica a SES.
Segundo o Governo, atualmente, Mato Grosso tem 61 pacientes à espera de transplante renal e 39 pacientes aguardando por transplante de córnea - este último trata-se de um dado flutuante, visto que, com a atual realidade do estado, com mais córneas disponíveis do que pacientes a serem transplantados, o agendamento para a cirurgia depende apenas da disponibilidade do médico. A espera, quando muito, não passa de 10 dias, segundo a CET.
Um banco de olhos que virou referência nacional
Enquanto o cenário dos transplantes de órgãos ainda enfrenta desafios, o transplante de córneas vive seu melhor momento em Mato Grosso.
Para o coordenador técnico do Banco de Olhos de Mato Grosso, Alexandre da Silva Roque, que atua há 20 anos na instituição, o momento atual é um marco histórico: “Nesse momento, o banco está com a fila zerada. Entram pacientes hoje que fazem hoje mesmo o transplante. Isso é fila zerada”.
Segundo Roque, o Banco capta entre 50 e 60 córneas por mês, apenas em Cuiabá, e realiza de 30 a 35 transplantes mensais no Hospital de Olhos. Para ele, a estrutura é tão sólida que o estado tem enviado córneas para outras regiões do país. “Estamos entre os primeiros estados do país: apenas Ceará e Mato Grosso têm fila zerada hoje.”
Segundo o coordenador, há casos em que a espera do paciente não chega a um dia - às vezes, apenas algumas horas. “Hoje em dia inverteu a situação: o médico agenda o dia do transplante. Antes, ele agendava só depois que tinha córnea. Hoje, ele agenda antes da córnea chegar, porque tem córnea aí para muita gente operar”, afirma.
Conforme consta nos dados da SES, Mato Grosso conta com três equipes e serviços habilitados para captação de córneas e cirurgia de transplante sendo elas: Hospital de Olhos de Cuiabá; Visão (Centro Cuiabano de Excelência em Oftalmologia LTDA); e Visionare (Centro de Oftalmologia Instituto da Visão LTDA).
Mas, como todo avanço, esse também tem seus desafios. O principal deles, diz Alexandre, é a logística para receber córneas do interior: “Falta logística para trazer o globo ocular para Cuiabá”.
Para transformar essa realidade, o Banco de Olhos já treina um profissional da área da Saúde, em Sinop (a 480 km da Capital), e articula soluções com municípios - com apoio do Estado, que fiscaliza e fornece insumos, como por exemplo, o líquido de preservação da córnea, que é importado dos Estados Unidos.
Segundo Alexandre, esse conservante é responsável por manter a córnea apta para uso por até 14 dias, armazenada na geladeira. “Um frasquinho desse líquido custa R$ 800 e só serve para uma córnea. Então, precisa de dois frascos para os dois olhos, e aí já vai R$ 1.600”, explica.
A importância da capacitação médica
Segundo Heloise Helena, foi a partir de 2017 - com a publicação da resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), que regulamentou o diagnóstico de morte encefálica - que o estado de Mato Grosso começou uma “virada de chave”, cujo passo decisivo viria em 2018, com o início dos cursos periódicos de capacitação para médicos realizarem o diagnóstico de morte encefálica.
Heloise explica que esse processo foi determinante para o salto nas estatísticas: “De 2017 para frente aumentou muito o número de notificações, assim como aumentou o número de doações. Só até o início de novembro deste ano, já batemos as 14 doações [de órgãos] de todo o ano passado”, destaca.
Somente neste ano, a SES capacitou 191 profissionais para atuarem no processo de doação e transplantes e 110 médicos para Determinação de Morte Encefálica (DME). Segundo Heloise, as capacitações começaram em Cuiabá, mas rapidamente se expandiram para cidades como Nova Mutum e Sorriso (a a 243 km e 397 km de Cuiabá, respectivamente). Com isso, mais profissionais se tornaram habilitados, mais diagnósticos foram realizados e mais famílias puderam ser abordadas - sempre com o rigor técnico que o protocolo exige - veja explicação detalhada no vídeo abaixo.
Para a médica, a partir desse trabalho, Mato Grosso também passou a ganhar autonomia, visto que, este ano, conquistou sua primeira equipe própria de captação de órgãos, sediada no Hospital São Mateus, em Cuiabá. Antes disso, equipes de outros estados precisavam ser acionadas na hora da captação de órgãos.
“Desde 2019, a SES intensificou os investimentos para reestruturar o Programa Estadual de Transplantes, ampliando equipes, fluxos e parcerias institucionais. Durante a pandemia, o programa foi impactado nacionalmente, mas, com a estabilização, o Estado retomou o planejamento estratégico para ampliar a oferta de transplantes”, relata a SES.
“Em no máximo 48 horas, a partir do momento em que a família aceita a doação, organizamos todas as equipes e toda a logística é acionada para a extração e envio dos órgãos em tempo hábil”
Heloise Helena, responsável técnica da CETDesde então, a atual gestão realizou um investimento anual de cerca de R$ 3,8 milhões que, segundo a SES, permitiu a ampliação do número de captações, a reativação do transplante renal e a recolocação do estado entre aqueles com maior contribuição para o Sistema Nacional de Transplantes. Entre os estados que mais receberam órgãos captados em Mato Grosso neste ano foram São Paulo (8), Rio Grande do Sul (6) e Distrito Federal (5), destaca a pasta.
De acordo com o Governo, entre os principais investimentos feitos está a implementação de ações que garantiram maior segurança, agilidade e capacidade operacional, entre elas contratos com unidades hospitalares, ambulatoriais e laboratoriais; Termos de Cooperação com o MT Hemocentro, Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e Instituto Médico Legal (IML); e ampliação e qualificação da Central Estadual de Transplantes.
“Os resultados expressivos alcançados por Mato Grosso reafirmam o compromisso do Governo do Estado com a vida, com a modernização da rede pública de saúde e com a expansão dos serviços de alta complexidade. O fortalecimento da política de transplantes é hoje referência nacional e demonstra a capacidade de gestão, investimento e coordenação da saúde pública mato-grossense”, pontua a SES.
Rodinei Crescêncio/Rdnews
Heloise Helena Siqueira Borges, responsável técnica da Central Estadual de Transplantes
Salvando vidas em até 48 horas
Heloise destaca que, para que um transplante aconteça, há uma corrida contra o tempo que envolve a CET, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), o Ciopaer, além de equipes médicas, laboratórios e a triagem nacional.
“Em no máximo 48 horas, a partir do momento em que a família aceita a doação, organizamos todas as equipes e toda a logística é acionada para a extração e envio dos órgãos em tempo hábil”, destaca.
A neurologista explica que trata-se de uma estrutura móvel, capaz de atuar onde quer que esteja o potencial doador - já houve captações, por exemplo, em Cuiabá, Várzea Grande, Sinop, Nova Mutum e Rondonópolis. Ela explicou que esses órgãos podem ser destinados a receptores de Mato Grosso ou de outros estados, dependendo da compatibilidade determinada pelo Sistema Nacional de Transplantes - mas com prioridade para os residentes do estado que estejam na fila de espera.
Travessia silenciosa - a rotina de quem conta com o TFD
Enquanto Mato Grosso se fortalece nos transplantes de rim e córnea, outros órgãos - como fígado, coração e pâncreas - ainda dependem de equipes e hospitais de fora.
A fisioterapeuta Caroline Oliveira Lima, de 43 anos - transplantada de pâncreas desde 2013 - sabe bem o que significa essa distância. Em relato, ela diz que era diabética, do tipo 1, à época, e após sofrer complicações que arriscaram sua saúde renal e pancreática, descobriu que não poderia fazer o transplante em Mato Grosso, momento em que precisou buscar atendimento em São Paulo, com a ajuda do Tratamento Fora de Domicílio (TFD).
“A passagem aérea foi fundamental. A gente sabe que é muito caro [comprar] a passagem aérea de última hora. E a chamada da lista pode vir a qualquer momento, inclusive quando você está desprevenido, está sem dinheiro. Então, eu liguei no TFD e falei que tinham me chamado para o transplante, aí eles já providenciaram a passagem para ali a algumas horas”, conta.
Caroline lembra que o Estado paga as passagens e também oferece diária pessoal e para acompanhante, caso necessário: “Sem esse apoio seria muito difícil manter o tratamento ao longo dos anos”.
Conforme portaria, o valor da diária é de R$ 100 - subindo para R$ 200, em caso de pernoite. Parte do recurso é pago pelo Ministério da Saúde e o complemento é feito pelo Governo do Estado.
“Sem esse apoio [do Governo do Estado] seria muito difícil manter o tratamento ao longo dos anos”
Caroline Oliveira LimaCaroline também reforça a importância do apoio contínuo e da responsabilidade do Estado ao fornecer imunossupressores. “São medicamentos muito caros e que usamos para o resto da vida. Sem a Farmácia de Alto Custo isso seria impossível”, afirma.
Já a cuiabana Cauana Bezerra, de 27 anos, - que fez transplante de rim há cinco anos, também em São Paulo - usou de recursos próprios para permanecer no estado paulista, morando lá por três meses durante todo o processo.
“Eu sei que o SUS ajuda. Porém você fica parado um tempo [...] e a minha situação já estava ruim, no geral. Então, eu cheguei em São Paulo, uma semana antes para organizar onde eu ia ficar, e aí repetir todos os exames, tanto de sangue quanto de imagem, para ver as condições de saúde de modo geral. A minha mãe - que foi a minha doadora - teve que fazer mais exames do que eu para certificar que era 100% compatível e que estava bem de saúde”, explica.
Segundo Cauana, a cirurgia foi necessária após receber o diagnóstico de nefrite lúpica, uma condição decorrente do Lúpus - doença autoimune. A jovem relata que o período que antecedeu a cirurgia foi de ansiedade e medo.
“Eu tenho expectativa de vida. Pelo menos até os 80 anos, eu tenho certeza que vou viver com esse rim doado”
Cauana Bezerra“Antes do transplante, eu sempre tinha medo - ‘Agora vai parar o rim’, ‘agora não vai dar mais’ - de não estar preparada para esse momento, sabe? Porque a vida vai andando, independente disso, as coisas vão acontecendo. E agora, não. Agora eu fico doente de vez em quando. Mas é uma coisa que eu sei que é temporária, tomo remédio, logo vai passar. Eu tenho expectativa de vida. Pelo menos até os 80 anos, eu tenho certeza que vou viver com esse rim doado. Porque tem isso também, o rim doado tem um prazo de validade. Então você tem que ter uma vida saudável para ele durar mais”, relata.
Mudança de vida
Em março de 2014, a então primeira-dama de Cuiabá e atual primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, recebeu um rim de seu marido, Mauro Mendes, cuja cirurgia de transplante foi realizada no Hospital Albert Einsten, em São Paulo. Um ano antes, Virginia vinha enfrentando diversas infecções e precisou remover os rins.
“Eu estava muito debilitada e vivia uma rotina de limitações. Depois do transplante, pude respirar de novo, viver com leveza, cuidar da minha família e dos projetos sociais com mais força. Foi como renascer. Sou profundamente grata a Deus e ao Mauro por esse presente de vida”, conta Virginia ao
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Segundo ela, o transplante a mudou completamente: “Receber o rim do meu marido, quando ele ainda era prefeito de Cuiabá, foi um gesto de amor que me devolveu saúde, esperança e também devolveu a minha vida”.
Atualmente, o estado conta com uma equipe móvel e um estabelecimento habilitado para realização de transplante renal, localizado no Hospital e Maternidade São Mateus, na Capital, local que também realiza captação de múltiplos órgãos.
Importância da conscientização
De acordo com a CET, a grande batalha travada na luta pela diminuição das filas de espera no estado - e no país - está na autorização dos familiares para a doação de órgãos. Isso porque, no Brasil, uma autorização prévia do paciente ou o desejo expresso - mesmo que em documento oficial - não é o suficiente para garantir a doação.
“Quem vai doar os órgãos não sou eu, porque nesse momento eu já estou morta. São meus familiares que precisam autorizar a doação de órgãos. [...] No Brasil a doação é consentida. Então, alguém tem que consentir na sua doação. Eu posso deixar em testamento falando que eu sou doador, mas se a minha mãe falar não, eu não vou doar, não vai ser doado”, explica a responsável técnica da CET.
Heloise Helena destaca que o número de notificações recebidas pela CET tem aumentado desde 2017 e 90% dos casos geram diagnóstico de morte encefálica, mas não chega a 10% as notificações que realmente geram doações de órgãos.
Visando melhor orientar a população, a SES reforça campanhas, principalmente no mês de setembro, sobre a importância da conscientização da população. E elas têm dado resultado. Em Mato Grosso, a família de um menino de 12 anos autorizou a doação de órgãos após uma amiga relatar que ele havia feito uma redação onde expressava esse desejo.
O aumento no número de doadores é o que irá de fato reduzir as filas de espera - hoje, em Mato Grosso, a demanda maior é por rins, seguido por fígado e coração, segundo Heloise. A médica ressalta que, no caso do transplante renal, hepático ou de medula óssea, por exemplo, não há necessidade de óbito ou diagnóstico de morte encefálica.
Segundo a SES, já foram realizadas 79 cirurgias renais com doadores vivos no estado - seis delas apenas neste ano, com a retomada do programa. E, apesar de ser mais comum, em razão do alto grau de compatibilidade, nem sempre essa troca ocorre apenas entre parentes.
Para Virginia Mendes, é preciso que a população enxergue a doação de órgãos como um “ato de amor que salva vidas todos os dias”, algo que muda completamente a trajetória de quem recebe um órgão há muito tempo esperado.
“Eu falo sobre isso com muito sentimento porque sou transplantada, e sei o quanto essa decisão dentro de uma família pode transformar o futuro de alguém. Depois que recebi meu transplante, eu também me tornei doadora, porque entendi profundamente o valor desse gesto. Hoje, um dos maiores desafios para reduzir as filas de espera é a falta de conscientização. Muitas pessoas ainda têm medo, dúvidas ou não conversam sobre isso em casa. A informação é fundamental. Quando uma família entende o impacto da doação, ela pode dar a alguém a chance de viver, trabalhar, amar e recomeçar”, destaca.
“Eu estava muito debilitada e vivia uma rotina de limitações. Depois do transplante, pude respirar de novo, viver com leveza, cuidar da minha família e dos projetos sociais com mais força. Foi como renascer. Sou profundamente grata a Deus e ao Mauro por esse presente de vida”
Virginia Mendes, primeira-damaExpansão da rede e futuro do sistema
Com a retomada dos transplantes de rins no estado, a CET agora trabalha tendo como meta primária a consistência dessa etapa do programa - uma vez que não se trata apenas da cirurgia, mas do acompanhamento do indivíduo transplantado - para, então, partir para as cirurgias de transplante de fígado.
“Dar consistência significa ter uma regularidade nos transplantes renais e uma assistência adequada aos pacientes que ainda não foram transplantados e aqueles que já foram transplantados. Porque, por exemplo, a gente ainda não tem um ano de início de atividades. Se esses dois indivíduos que foram transplantados tiverem alguma intercorrência, como é que vai ser a assistência dele? Então, a gente está também analisando isso. Qual é a facilidade com que um hospital vai receber esse indivíduo e vai prestar a assistência necessária a ele?”, destaca Heloise.
Para a primeira-dama do Estado, assistir a retomada dos transplantes renais após anos de espera foi uma “emoção indescritível”.
“Eu senti alegria, alívio e uma gratidão profunda, porque sei exatamente o que cada pessoa na fila enfrenta todos os dias. Ver o nosso Estado devolver essa esperança às famílias é uma conquista enorme para a saúde pública”, celebra.
Para o futuro, Virginia diz sonhar com um estado que tenha campanhas permanentes de conscientização e um serviço de transplantes contínuo, seguro e acolhedor. Para esse avanço, salienta, vê como decisiva a inauguração do novo Hospital Central - uma obra que passou mais de três décadas abandonada, foi retomada pela gestão Mauro Mendes e tem inauguração prevista para dezembro deste ano.
“É um hospital completamente novo, moderno, estruturado com muito cuidado e que vai oferecer um atendimento efetivo e humano. Tenho certeza de que ele será um espaço preparado para ampliar os transplantes e transformar a vida de muitas pessoas que aguardam por essa chance de viver com dignidade”, afirma.
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