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Quarta-feira, 12 de Outubro de 2016, 08h:46 - A | A

Onda de violência, com morte de padre e execução de 6, altera rotina

Em 2 dias seguidos, um padre foi assassinado e 6 bandidos executados no 3º maior município de MT; em 2014, Rondonópolis também registrou episódio similar com 5 homicídios no mesmo dia

Bárbara de Sá
Enviada Especial a Rondonópolis

selo roo 240 violencia

 

O assassinato do padre João Paulo Nolli, um dos mais queridos e populares da região Sul, e a execução de seis assaltantes do banco Sicredi, no intervalo de dois dias, deixaram em pânico a população de Rondonópolis, o terceiro municípo mais populoso do Estado, com 230 mil habitantes.

Moradores revelam que a onda de crimes vem crescendo ao longo dos últimos quatro anos.

Sob tensão, a partir do último domingo, quando foi anunciada que o pároco foi estrangulado, e, no dia seguinte, a morte de seis bandidos num confronto com a polícia, muitos rondonopolitanos mudaram a rotina. Se recolheram às suas residências, seguindo orientação da polícia.

O percorreu, nesta terça à noite, avenidas principais, como Fernando Correa da Costa, Lions Internacional, Marechal Rondon e Amazonas e constatou vias quase desertas.

Gilberto Leite/Rdnews

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Praça Brasil, no centro de Rondonópolis, na 3ª à noite, com poucas pessoas circulando em meio à onda de violência que tem assustado a população rondonopolitana

Há comerciantes que estão fechando as portas mais cedo que o habitual. Bares noturnos decidiram encerrar o expediente às 22 horas. Para os proprietários dos estabelecimentos, esta é a melhor solução para tentar evitar a violência. "O que aconteceu aqui na cidade foram duas ocorrências cinematográficas. Coisa que nunca havíamos imaginado! Não estão respeitando nem padres, acha que vão me respeitar? Nunca! Por isso decidi encerrar os meus expedientes sempre antes das 19 horas para tentar, veja bem, tentar sair ileso dessa situação”, enfatiza João Batista da Silva, dono de uma farmácia.

São constantes as denúncias de assaltos em ruas de diversos bairros da terceira maior cidade de Mato Grosso. Moradores também relatam a insegurança que sentem quando trafegam pelas ruas, não somente à noite ou pela manhã, mas durante todo o dia. Bolsas, celulares, tênis, bonés e quantias em dinheiro são roubados constantemente pelos criminosos. E moradores afirmam que estão tentando andar com menos objetos possíveis.

“Morei em São Paulo nove anos e nunca fui assaltada. Me mudei para cá tem quatro anos e já fui roubada, com o cara armado duas vezes. Vivo com medo, ficou ainda pior esses dias pois estava na agência do Sicredi no momento do assalto. Foi horrível, não tenho conseguido dormir”, relata a catarinense Rosicleia Cordeiro, de 29 anos.

O episódio no qual a moradora fala ocorreu após seis homens roubarem a agência bancária no bairro Vila Operária, na manhã de segunda (10). Cerca de três horas depois do assalto, a polícia descobriu a residência dos bandidos. Na abordagem, houve confronto. Seis foram executados, um ficou ferido e duas mulheres, entre elas uma menor de 17 anos, foram detidas. Por causa da repercussão dos crimes registrados nesta semana, o policiamento nas urnas foi reforçado.

Gilberto Leite/Rdnews

lions roo 810

Avenida Lions Internacional, um dos points do perímetro urbano de Rondonópolis, também ficou quase deserta, na 3ª, devido ao temor dos moradores de violência

Por segurança

“Eu também fui assaltada na Fernando Correa. Por um carro preto, não consegui identificar o modelo do carro, mas eram dois homens. Um deles veio com a porta aberta com o pé pra fora, como se fosse me jogar dentro do carro. Levou minha bolsa, blusa e celular. Mas ninguém fez nada, precisou o padre ser assassinado dessa forma horrível e o banco ser assaltado de forma truculenta para que o governo enviasse mais policiais para a nossa cidade”, comenta, indignada, a vendedora Taiane de Paula, 19 anos.

Já Fabiana da Silva Assunção revela que assaltos são rotineiros. Acontecem com muita frequência. “Uma vizinha foi assaltada às 6h30 quando ia fazer exames médicos. Foi um rapaz em uma moto. Outros assaltos pelo bairro têm acontecido com frequência. Comércios também sofrem rotineiramente. A insegurança é muito grande. Tentamos andar com o mínimo de objetos possível”.

Para Clóvis José da Silva, 59, que vende frutas na avenida Dom Pedro II, a insegurança é preocupante. "Nunca fui roubado ou furtado, mas já vi muita coisa nessa cidade, e o que aconteceu nesses dias não me assustou ou tampouco me surpreendeu. Vi isso acontecer em 2014”, conta o vendedor. Clovis se referiu a uma onda de matança, com cinco homicídios, numa noite macabra. Começou com execução do terceiro-sargento PM Alson Alves de Souza, no residencial Buriti. Depois, num espécie de revide, bandidos foram mortos.

Gilberto Leite/Rdnews

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Imagem registrada nesta 3ª, na Fernando Correa da Costa, em Rondonópolis; onda de violência por ação de bandidos leva moradores a se recolher em suas casas

 

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Rondonopolitano Revoltado 13/10/2016

Desde quando limpar o lixo é execução?! Executados são os cidadãos de bem, que trabalham duro, pagam seus impostos e que, de repente, se veem nas mãos desses marginais, que sem dó nem piedade matam por uns míseros cinco reais. Se o bandido for dimenor, então....lá vem os defensores do ECA exigir tratamento vip para eles. Mas, levar pra casa, nem pensar.

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Raquel 12/10/2016

Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

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Valmir Faria 12/10/2016

Executados? Desculpem, mas o termo não se encaixa aos fatos. Houve um troca de tiros onde bandidos atiraram em policiais. Usar o termo executar é colocar os policiais no lugar dos bandidos.

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3 comentários

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